Política

OMA quer penas severas para a violência sexual

Edna Dala |

A OMA (organização feminina do partido no poder, MPLA) defendeu ontem a necessidade de se imprimir maior dinâmica no trabalho com as instituições judiciais e afins no sentido de assegurar que a lei possa punir de forma mais severa a violência sexual.

Luzia Inglês recebeu ontem cumprimentos de Ano Novo
Fotografia: Maria Augusta|Edições Novembro

A intenção foi manifestada pela secretária-geral da organização feminina do MPLA, Luzia Inglês Van-Dúnem, para quem, com isso, pretende-se que os infractores e as condenações possam surtir o efeito desejado e forneça a segurança esperada pela sociedade.
Luzia Inglês, que falava na cerimónia em que recebeu cumprimentos de Ano Novo de membros da OMA, apontou como um dos desafios específico e prioritário da organização ter a capacidade de analisar os progressos e o nível de cumprimento das directrizes no que concerne às mulheres vulneráveis, idosas e viúvas, em particular as do meio rural. Admitiu, entretanto, que, para a materialização desse desiderato, é necessária uma acção concertada e multissectorial.
Durante a cerimónia em que marcaram presença membros do secretariado executivo nacional da OMA, do Bureau Político e do Comité Central do MPLA, Luzia Inglês defendeu que todas as militantes e mulheres no geral sejam mobilizadas para participarem activamente nas eleições autárquicas, previstas para o próximo ano.
“A OMA, enquanto guardiã e defensora das mulheres, deverá continuar a reforçar o trabalho de inserção política na sociedade e desenvolver uma maior proximidade às comunidades e dar assim atenção à formação política para uma melhor capacidade de compreender a realidade em múltiplos níveis”, defendeu ainda a líder da OMA.

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