Política

Operação combate pirataria marítima

Garrido Fragoso

A Polícia Nacional lança, na próxima segunda-feira, a “Operação Transparência” no mar, para combater a imigração ilegal, tráfico de drogas e de seres humanos, bem como a pirataria marítima ao longo dos 1.650 quilómetros de costa marítima do país, anunciou ontem, em Luanda, o comissário da Polícia Nacional, António Bernardo.

Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Em declarações à imprensa, no final do encontro orientado pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, o porta-voz da “Operação Transparência” no mar, indicou que o acto de lançamento acontece na Base Naval de Luanda.
A partir de segunda-feira, anunciou o também comandante da Polícia Nacional em Malanje, segue-se um conjunto de operações para manter a inviolabilidade das fronteiras marítimas do país e combate cerrado a todas as práticas ao longo do mar que lesam, sobretudo, os interesses económicos e a soberania da Nação.
António Bernardo indicou que a operação deve durar 180 dias e, pela sua especificidade, contará com a colaboração do Instituto Marítimo Portuário de Angola (IMPA) e dos serviços nacionais de Fiscalização de Pescas e Ambiental.
António Bernardo também justificou a implementação da operação com a existência de “alguma actividade negativa na região do Golfo de África” que tem afectado os interesses económicos e de segurança do país.
“Constatamos que algumas situações de ordem política e económica de alguns países do Golfo de África têm tido alguma incidência negativa na nossa costa marítima”, afirmou.
O oficial superior disse que, na Zona “A”, no norte do país, a operação marítima incidirá sobre as regiões de Cabinda, Soyo e Nzeto. Na zona “B”, a Polícia Nacional vai actuar, a partir de Luanda, Nzeto, Cabo Ledo e Porto Amboim, na zona “C”, desde Porto-Amboim, Lobito, Baía Farta e Lucira, enquanto na zona “D” as acções abrangem Lucira, Moçâmedes, Tômbwa até à Baía dos Tigres.
O comissário António Bernardo disse que, além de combater a imigração e a pesca ilegais, tráfico de drogas e seres humanos, a “Operação Transparência” no mar também vai permitir manter o controlo dos transbordos ilegais de combustíveis no alto-mar, rigor na identificação e licenciamento das embarcações e a expatriação ilícita de moedas nacionais e estrangeiras.
António Bernardo recomendou quer aos cidadãos nacionais quer estrangeiros o cumprimento escrupuloso das medidas a serem implementadas pela Polícia para manter a ordem ao longo da costa marítima, acrescentando:“seremos implacáveis com os cidadãos que insistirem em práticas criminosas”.

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