Política

Operação Transparência recupera mais diamantes

A “Operação Transparência”, iniciada em Setembro do ano passado, permitiu o encerramento de 159 cooperativas e 289 casas que se dedicavam à compra ilícita de diamantes, indica um comunicado saído da primeira sessão ordinária do Conselho de Segurança Nacional.

Diversos meios de apoio à exploração ilícita foram apreendidos
Fotografia: Eduardo Cunha | Edições Novembro

O encontro, realizado no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, foi orientado pelo Presidente da República e Co-mandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço.
De acordo com o comunicado, os dados foram apresentados pelo tenen-te-general Américo Valente, coordenador do Posto de Coordenação Avançado da Operação Transparência.
O documento refere que, desde o início da operação foram também apreendidas elevadas somas monetárias, 34.480 quilates em diamante e 121.783 pedras preciosas, diversos equipamentos de apoio à exploração e tráfico ilícito de diamantes.
Destes meios, destacam-se 178 retroescavadoras, 30 máquinas pás-carregadora, 40 bulldozers, 18 máquinas niveladoras, 11 tractores agrícolas, 346 viaturas ligeiras e pesadas, 481 motorizadas e 31 bicicletas.
Nas apreensões, in-cluem-se, também, 123 dragas, 87 lavarias, 511 moto-bombas, 16 jangadas, 98 botes pneumáticos, 15 detectores de diamantes, 128 compressores de ar, 248 balanças, 155 geradores, 214 cofres, 160 contentores e 114 armas de fogo.O balanço revelou que abandonaram o território na-cional 453.022 cidadãos estrangeiros, dos quais, 35.784 repatriados administrativamente, 416.496 voluntariamente o país e 842 foram transferidos para Luanda, a fim de se-rem repatriados para os países de origem.
A operação começou nas províncias de Malanje, Uíge, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Cuanza Sul, Bié e Cuando Cubango, tendo sido estendida, posteriorm às regiões de Luanda, Bengo, Zaire e para o mar. Isto deve-se ao facto de se ter registado a saída de um elevado número de imigrantes das áreas de incidência diamantífera, para as capitais de províncias, onde não se faziam sentir os efeitos da operação, bem como pelo facto de haver indícios de actividades ilícitas nas águas territoriais.
As acções da operação contaram com o apoio de quatro aeronaves da Força Aérea Nacional, para o transporte de imigrantes ilegais e das forças envolvidas. O Posto de Coordenação Avançado contou, também, com o apoio permanente de aeronaves e helicópteros, que realizaram mais de 580 voos, que consumiram, aproximadamente, 650 mil litros de combustível JET A-1.
O comunicado acrescenta que as acções realizadas pela Operação Transparência continuam a forçar a retirada de cidadãos envolvidos na prática do garimpo que, em virtude da mesma, alteraram o seu modus operandi, actuando em pequenas bolsas e em locais de difícil acesso.
Neste sentido, a Reunião do Conselho de Segurança Nacional recomendou a continuidade da implementação das medidas multissectoriais previstas no Plano Estratégico Operacional do Executivo para o Combate à Imigração Ilegal e Tráfico Ilícito de Diamantes, considerando que os objectivos e as metas traçadas superiormente foram atingidas no período em referência.

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