Política

Pesquisa agrícola tem ajuda italiana

Yara Simão |

Os ministros da Agricultura de Angola e da Itália assinaram ontem em Luanda um memorando de entendimento que visa reforçar a cooperação nas áreas de investigação científica, formação de quadros e apoio ao sector empresarial.

Momento das conversações ontem mantidas com a delegação chefiada por Maurizio Martina
Fotografia: Paulo Mulaza

Depois da assinatura do documento, o ministro italiano das Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais, Maurizio Martina, disse que Angola tem uma agricultura com grandes potencialidades e é necessário trabalhar em conjunto para serem aproveitadas em benefício do país. “Temos muita experiência no campo tecnológico, em particular no campo das máquinas agrícolas, de transformação e conservação de alimentos e sistemas de irrigação. Todas estas áreas podem ser bem organizadas numa única lógica”, disse, sublinhando ser essa proposta que trouxe como experiência para os angolanos.
A possibilidade de trabalhar em conjunto na formação agrícola, em particular na união das forças para novos projectos empresariais, deixou satisfeito o ministro italiano. “Estou muito contente por ter assinado este memorando e, sobretudo, por ter trabalhado com o Ministério da Agricultura de Angola.”
Maurizio Martina confirmou a existência de projectos de empresas italianas que pretendem investir em Angola no domínio da produção e defendeu maior interacção na sua concretização. Uma das maiores empresas do sector agro-alimentar italiano já manifestou interesse em investir em Angola, segundo Martina.
“Hoje, na Europa, somos os primeiros no campo da pesquisa em alguns produtos agrícolas, em particular na genética animal e vegetal e uma das áreas em que estamos a investir é na agricultura de precisão, a utilização de satélites, sistemas aéreos para evitar desperdícios e ter maior rendimento”, justificou.
A Itália, continuou, está disponível a ajudar Angola a trabalhar no campo da zootecnia para a criação de gado, no sistema de irrigação, na mecânica agrícola, no apoio às máquinas de serviço de agricultura. “Podemos também fazer muito no que concerne à formação de novos agricultores, mostrando-lhes novas experiências no sector”, disse.
O ministro italiano, que deixou ontem Luanda, disse esperar que o memorando seja um canal que contribua para o combate à fome e à pobreza e ajude a diversificar a economia de Angola.
O memorando vem ainda reforçar a intervenção dos empresários italianos quanto aos investimentos no país em parceria com angolanos. Estão a ser criadas condições para que as empresas italianas possam investir no país. Nas próximas semanas, uma delegação do Instituto de Investigação Agronómica de Angola desloca-se a Itália.

Tempo

Multimédia