Política

Polícia aumenta meios e homens na fronteira

A Polícia Nacional está a reforçar-se com meios e homens ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), disse, à Rádio Nacional de Angola, o comandante geral da corporação.

Comissário Paulo de Almeida, comandante geral da Polícia
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Sem avançar o número do contingente, o comissário-geral Paulo de Almeida afirmou que as forças estão atentas ao desenrolar da situação na RDC, face à divulgação dos resultados das eleições gerais de 30 de Dezembro naquele país vizinho.
Paulo de Almeida considerou calma a situação ao longo da fronteira com a RDC, mas justificou o reforço do efectivo com a necessidade de acudir qualquer eventualidade, numa altura em que já se ouvem algumas contestações sobre os resultados provisórios.
“A fronteira está calma. Não se regista situações que nos possam preocupar. As nossas forças continuam a desenvolver o seu trabalho”, disse Paulo de Almeida.
O comandante geral da Polícia Nacional admitiu que, na fronteira norte, há uma certa expectativa devido à situação que se está a viver na RDC.
“Mas estamos organizados e vigilantes para que possamos ter o controlo e manter a tranquilidade que se impõe nessa zona do território do nosso país”, garantiu.
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, Egídio de Sousa e Santos “Disciplina”, também disse ter baixado orientações específicas que consistem no redobrar das medidas de segurança ao longo da fronteira com a RDC.
“Damos uma atenção especial às nossas tropas para assegurar com maior vigilância a fronteira e as populações. Não há preocupação de maior neste sentido”, assegurou o general, na quinta-feira, no final de uma visita à Região Militar Cabinda.
Durante a sua visita, o general Disciplina visitou várias unidades militares estacionadas ao longo da fronteira entre Cabinda, o Congo Brazzaville e a RDC.


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