Política

Pontos focais reafirmam combate ao extremismo

Edna Dala

Os pontos focais do Comité Consultivo Permanente das Nações Unidas encarregue das Questões de Segurança na África Central (UNSAC) reafirmaram, ontem, em Luanda, a necessidade de se combater o extremismo violento e o terrorismo na África Central, bem como combater o grupo terrorista Boko Haram.

Reunião de ontem apreciou as recomendações anteriores
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

A esse propósito, o porta-voz da 49ª reunião ministerial, Mário Constantino, disse que Angola sempre teve, na génese da sua política diplomática, a questão de gestão de conflitos e está atenta às actividades daquele grupo terrorista.

De acordo com Mário Constantino, Angola fará tudo para dar o contributo, em matéria de equipamentos, em conjunto com a comunidade internacional, no sentido de reforçar as capacidades operacionais na luta contra o terrorismo.
Os participantes defenderam igualmente a criação de medidas e condições para os jovens, para não se submeterem às investidas de grupos terroristas.
Foram também analisadas questões sobre o papel central da educação na luta contra o extremismo, cuja temática deve ser acompanhada pela UNESCO e pela CEEAC, que serão discutidos hoje na reunião de peritos.
A segurança marítima na região do Golfo da Guiné foi também analisada. O representante angolano reconheceu que a situação é crucial em termos de segurança e tem merecido a atenção do Governo angolano.
Na sessão de ontem, os Pontos Focais passaram em revista as recomendações da reunião anterior e avaliaram o nível de implementação, com destaque para as questões de segurança e a estrutura da UNSAC.
Tratado de desarmamento
O porta-voz da 49ª reunião ministerial do Comité Consultivo Permanente das Nações Unidas encarregue das questões de segurança na África Central, afirmou que Angola continua a avaliar e a apreciar o processo de ratificação do Tratado de Comércio de Armas.
Mário Constantino, que falava na reunião de pontos focais, que avaliou as recomendações saídas da 48ª reunião, realizada em Kinshasa (RDC), disse que o processo de ratificação do Tratado sobre o Comércio de Armas continua a ser objecto de avaliação das diferentes instituições ministeriais que intervêm na sua adopção. “Neste momento estamos na fase de apreciação de oportunidade e da importância de ratificar ou não o tratado”, salientou.
Em declarações ao Jornal de Angola, o responsável sublinhou que o país considera o processo de desarmamento como uma questão de desenvolvimento.
No seu entender, o Tratado é extremamente sensível e carece de muitos pareceres. “ Temos diferentes ministérios envolvidos no processo de apreciação e elaboração de pareceres para se perceber que impactos é que a ratificação pode ter e depois será remetido para o Conselho de Ministros para apreciação e avaliação, para depois ser remetido à Assembleia Nacional para ser aprovado e ratificado”.
“É óbvio que, tal como aconteceu com a Convenção de Kinshasa e outras convenções relacionadas com o desarmamento, principalmente aquelas de pequeno calibre por exemplo, são fundamentais para os nossos países da região de modo a prevenir a circulação ilegal de armas de pequeno porte”.

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