Política

PR pede aproximação ao sector empresarial

Fonseca Bengui

O Presidente da República, João Lourenço, pediu ontem ao novo ministro da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, para estar o mais próximo possível do sector empresarial, da banca e de uma forma geral dos parceiros.

Presidente da República indicou que a frente económica é a principal prioridade do Executivo
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

“Procure estar o mais próximo possível do sector empresarial, da banca e, de uma forma geral, de todos parceiros que, juntamente com o Executivo, devem trabalhar para o mesmo fim”, referiu o Presidente da República, ao conferir posse ao novo ministro da Economia e Planeamento.
João Lourenço indicou que a frente económica é a principal prioridade do Executivo, por isso orientou ao novo ministro a trabalhar para que as políticas definidas para o sector venham a surtir efeitos.
“O que eu gostaria de pedir ao novo ministro da Economia e Planeamento é que procurasse lidar com maior pragmatismo possível no sentido de fazer com que as políticas definidas venham, de facto, a surtir os seus efeitos, sobretudo que contribuam para o aumento efectivo da produção interna de bens e de serviços e na geração do emprego”, sublinhou.
Nomeado na quarta-feira, em substituição de Manuel Neto da Costa, exonerado no mesmo dia, Sérgio de Sousa Mendes dos Santos, que não falou à imprensa, ocupava o cargo de secretário de Estado para a Economia desde 2017.
Licenciado em Economia, pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, Sérgio de Sousa Mendes dos Santos, 42 anos, é mestre em Gestão de Empresas (MBA) pela Universidade de Navarra, IESE Business School, Campus de Barcelona.
Foi assessor do Vice-Presidente da República para os Assuntos Económicos e Empresariais, em 2012 e 2013, e secretário do Presidente da República para os Assuntos Económicos, entre 2013 e 2015.
Como deputado à Assembleia Nacional, pela Bancada do MPLA, na legislatura iniciada em 2008, foi secretário da Comissão de Economia e Finanças (2008-2012) e vice-presidente do grupo Nacional da Assembleia Parlamentar Paritária dos Países ACP e a União Europeia (2016-2017). Leccionou as disciplinas de Cálculo Financeiro e Gestão Financeira no ISPRA (2004- 2006) e de Gestão Financeira na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (2002- 2014). Ocupou o cargo de administrador Financeiro e para a Gestão de Activos no Fundo de Pensões Empreendimentos, SA entre 2006 e 2008.
Atribuições
O Ministério da Economia e Planeamento é o departamento ministerial responsável pelo planeamento do desenvolvimento nacional, formulação de propostas e coordenação da implementação de políticas de desenvolvimento da economia nacional. É igualmente responsável pela coordenação das acções no âmbito da integração económica, da coope- ração económica para o desenvolvimento e dos negócios internacionais.
Tem como atribuições, no domínio do planeamento do desenvolvimento nacional, coordenar a formulação das propostas de políticas públicas de desenvolvimento nacional e participar na formulação e implementação das políticas de gestão macroeconómica. Consta igualmente das atribuições propor medidas que visem promover o desenvolvimento económico harmonioso e assegurar o equilíbrio entre as diferentes regiões com vista a redução das assimetrias.
No domínio do desenvolvimento da economia, o Ministério da Economia e Planeamento assegura a adopção e implementação de medidas que proporcionem um ambiente propício ao desenvolvimento da actividade económica privada e ao sucesso dos investimentos e propor políticas e medidas que propiciem o desenvolvimento da actividade económica.
de modo sustentável, no quadro dos objectivos de diversificação da economia, e coordenar a sua implementação, bem como propor e coordenar a implementação de políticas de apoio ao desenvolvimento da inovação e do aumento da competitividade da economia nacional.
Este Ministério actua ainda no domínio da Integração Económica, Cooperação para o Desenvolvimento e Negócios Internacionais, tendo como atribuições, entre outras, formular, em colaboração com o Ministério das Relações Exteriores (Mirex) e outros Órgãos da Administração Central do Estado, as políticas, estratégias e instrumentos de integração económica e de cooperação para o desenvolvimento.
Tem, ainda, como tarefas coordenar a implementação das políticas, estratégias e instrumentos de integração económica e da cooperação para o desenvolvimento e promover no exterior, em colaboração com o Mirex e outros Órgãos da Administração Central do Estado, as potencialidades económicas de Angola e a captação de investimento estrangeiro.

 

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