Política

Presidente preocupado com segurança marítima

João Dias

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, afirmou ontem, em Luanda, ser preocupação do Titular do Poder Executivo e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) a concretização do projecto de segurança marítima para protecção do Golfo da Guiné e evitar potenciais actos de pirataria e terrorismo internacional.

Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República
Fotografia: Maria Augusta|Edições Novembro

Ao proceder à abertura da reunião de dirigentes das FAA, em representação do Presidente da República e Comandante-em-Chefe das FAA, João Lourenço, o ministro Pedro Sebastião realçou que a concretização do projecto de segurança marítima pretende, sobretudo, responder à preocupação regional e da comunidade internacional para o envolvimento dos países africanos na protecção do Golfo da Guiné contra potenciais actos de pirataria e terrorismo internacional que representam uma séria ameaça à segurança internacional.
Na presença do ministro da Defesa, Salviano de Jesus Sequeira “Kianda”, e de altos oficiais das FAA, o ministro de Estado lembrou o apoio que Angola tem prestado à região na qualidade de país membro da SADC.
A reunião serviu para a troca de impressões sobre a actual conjuntura das FAA, bem como a sua contribuição no desenvolvimento socioeconómico do país e no aperfeiçoamento das competências militares e melhoramento da preparação operativa, combativa, educativa e patriótica. A sessão de encerramento está prevista para amanhã.
Na óptica do ministro de Estado e chefe da Casa de Se-
gurança do PR, as FAA po-dem ser chamadas, nestes tempos de paz, a desempenhar muitas outras tarefas capazes de contribuir para o desenvolvimento económico e social da Nação, e uma de-las é a possibilidade de as Forças Armadas serem auto-suficientes no provimento da sua logística, principalmente na produção alimentar por via da implementa-ção de projectos agropecuários que se destinem, numa primeira fase, ao autoconsumo. 
“Neste sentido, o Comandante-em-Chefe não só orientou como colocou à disposição delas importantes meios de produção para que possam de alguma forma serem auto -suficientes em alguns domínios, o que contribuiria para a poupança de divisas e diversificação económica”, disse.
O ministro de Estado sugeriu a intervenção das FAA no processo de escoamento de produtos agrícolas do campo para a cidade, numa altura em que há pelo país capacidade instalada que tem dificuldade em escoar a produção.

Indústria militar
Pedro Sebastião defendeu  a execução do projecto da indústria virada para a sa-tisfação das necessidades das FAA, numa altura em que alguns equipamentos podem e devem ser produzidos localmente. E a prová-lo, sublinhou, está o facto de o país ter dado alguns passos no domínio da produção de fardamentos e botas.
“É preciso não deixar morrer estas iniciativas que vêm já de há algum tempo, mas que encontram entraves burocráticos e outros que matam, à partida, qualquer boa intenção”, disse. Para o ministro são necessárias mais iniciativas para o aparecimento e desenvolvimento de uma indústria de defesa.
O ministro falou do prestígio que as FAA granjearam no continente, na região austral de África, com realce para a SADC, onde preside o seu órgão de concertação Política, de Defesa e Segurança, assegurando que vai continuar a fomentar a cooperação e articulação com organizações congéneres da região assente em acordos estabelecidos entre Es-tados-membros. Esta co-
operação, disse, desenrola-se com base em consultas, apoio operacional, instalação e operações conjuntas, com vista à prevenção de conflitos.

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