Política

Procuradoria Militar sem condições de trabalho

Josina de Carvalho

A Procuradora Militar não tem condições condignas para a realização com êxito das tarefas diárias, nem meios de transporte para as diligências necessárias à obtenção dos elementos de prova nos processos-crime. A informação foi avançada ontem pelo comandante do Exército, general Gouveia de Sá Miranda, na abertura da primeira reunião do Conselho Consultivo Alargado extraordinário da Procuradoria Militar, que decorre até hoje em Luanda.

Comandante do Exército Gouveia de Sá Miranda
Fotografia: Kindala Manuel | Edições novembro

Sá Miranda defendeu a aprovação de uma nova estrutura orgânica da Procuradoria Militar que corresponda aos novos desafios e garanta maior eficiência no desempenho da missão de defesa da legalidade e maior sentido de oportunidade na prevenção e combate à criminalidade no seio da instituição castrense.   
A nova direcção da Procuradoria Militar foi apresentada ontem no Conselho, onde fez a leitura do diagnóstico da situação actual da instituição e das suas linhas de orientação.
Além da falta de condições de trabalho e meios de transporte, o vice-procurador geral da República e procurador militar, Adão Adriano António, apontou a insuficiência de quadros e baixa qualificação como um dos constrangimentos vividos actualmente.   “As instalações em que funcionamos não são as melhores. Temos que fazer um esforço para inverter este quadro. E a nível da formação de quadros, precisamos de mais quadros, nomeadamente magistrados, técnicos de justiça e funcionários administrativos”, disse.
A Procuradoria Militar, acrescentou, precisa também de estreitar o relacionamento com outras instituições militarizadas, como a Polícia Nacional, e civis. “Vamos tratar destas questões de forma cuidadosa para que atinjamos um trabalho de mérito no exercício das nossas funções”, garantiu.

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