Política

Projecto Pan-Africano faz estudos em Angola

Angola vai constar este ano de estudos de opinião e inquéritos sobre democracia e boa governação do projecto de investigação pan-africano Afrobarómetro.

Abertura política no país contribui para a liberdade de imprensa
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

A organização não-governamental, responsável pela produção de estudos científicos usados pelas Nações Unidas, União Africana, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, escolheu por concurso público a Ovilongwa Consulting como parceira para a representar em Angola.
A empresa de consultoria foi criada pelos académicos Carlos Pacatolo, José Pedro, Avelino Kiampuku e David Boio. A docente universitária portuguesa Elisabete Azevedo-Harman, actual consultora da Assembleia Nacional, é um dos consultores internacionais seniores da representação em Angola do Afrobarómetro.
A organização, um dos líderes no continente da produção de dados académicos de elevada qualidade e fiabilidade, considerou em comunicado que a transição e o momento político em Angola foi determinante para a sua instalação no país.
“O Afrobarómetro considerou que Angola já cumpria os critérios para ser parceiro, tendo em conta a abertura política que se regista, o que favorece maior liberdade de expressão aos cidadãos”, lê-se no comunicado do projecto.
A organização já produziu estatísticas para 35 países africanos, à excepção de Angola e a Guiné Equatorial. O Afrobarómetro já fez 160 inquéritos e 275 mil entrevistas presenciais. É dirigido por uma rede de mais de 30 organizações parceiras africanas sob a liderança do Centro de Desenvolvimento Democrático no Ghana.
Nas suas análises e estudos, a organização aborda questões importantes e actuais do continente africano, como limites de mandatos presidenciais.

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