Política

Regresso voluntário de refugiados

O Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) anunciou ontem, no Dundo (Lunda-Norte), o regresso voluntário de 10.015 cidadãos da República Democrática do Congo (RDC) que viviam em território nacional com estatuto de refugiados.

Refugiados estavam na fronteira
Fotografia: Angop |

O director do SME, Pedro Mulua, que anunciou o facto à imprensa, indicou que o processo de regresso voluntário dos refugiados começou em Junho último.
De Abril a 17 de Junho do corrente ano, mais de 31.241 cidadãos do Congo Democrático entraram em Angola como refugiados, na sequência de conflitos registados em algumas localidades daquele país.
O responsável precisou que regressaram 4.107 homens e 2.959 mulheres que transportavam 2.949 crianças, devido à estabilidade registada na região fronteiriça do Kasai. O director do SME disse que 110 refugiados morreram por diversas patologias, nesse período, sendo 39 homens, 27 mulheres e 44 crianças.
Em Março último, milhares de congoleses fugiram da violência e das tensões étnicas na região do Kasai para o norte de Angola. Enquanto a situação de segurança na região do Kasai permaneceu volátil, as autoridades angolanas, o ACNUR e os parceiros forneceram protecção e assistência a 50 mil refugiados congoleses até ao final deste ano, no Lóvua.
Em Agosto último, os então 32.677 refugiados do conflito na RDC, acolhidos nos centros provisórios de Cacanda e Mussungue, na Lunda-Norte, começaram a ser transferidos para o campo do Lóvua, localizado a cerca de 90 quilómetros da cidade do Dundo.
Angola chegou a fazer um apelo à comunidade internacional para reforçar as contribuições a favor dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC), para a criação de condições de instalação no centro de acolhimento do município do Lóvua, na Lunda-Norte.

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