Política

Repatriamento espontâneo de refugiados está encerrado

Armando Sapalo | Dundo

As autoridades da Lunda-Norte anunciaram ontem, no Dundo, que o processo de repatriamento espontâneo de refugiados da República Democrática do Congo que decidiram abandonar o centro de assentamento localizado no município do Lóvua terminou na sexta-feira.

Refugiados que queiram regressar têm de aguardar pelo dia 18
Fotografia: Benjamin Cândido | Edições Novembro

Durante o processo, iniciado a 20 de Agosto, foram repatriados 14.724 refugiados, dos quais 3.772 homens, 2.978 mulheres e 7.974 crianças de ambos sexos, informou ontem, em conferência de imprensa, o director do Gabinete Provincial de Comunicação Social da Lunda-Norte.
Segundo António Mussumari, o repatriamento espontâneo foi feito a partir das fronteiras angolanas do Chissanda (município do Chitato) e Tchikolondo (Cambulo) e congolesas de Kamakó (Cassai) e Kalamba Mbuji (Cassai Central). Mussumari sublinhou que no princípio da operação tinham sido contabilizadas 18.800 pessoas que queriam regressar, mas apenas 14.724 fizeram-no de forma espontânea, enquanto outros optaram por regressar no âmbito do repatriamento organizado. />António Mussumari explicou que, durante a operação de repatriamento espontâneo, o Governo angolano disponibilizou 21 camiões militares que, durante 16 dias, permitiram o transporte dos refugiados até aos limites fronteiriços entre Angola e a RDC.
O director do Gabinete de Comunicação Social e Imprensa disse que nesse momento está a ser feito o levantamento do número de pessoas que ainda se encontra no assentamento do Lóvua, tendo em vista o repatriamento organizado, inicialmente agendado para começar no dia 16 deste mês e adiado para dois dias depois.
O chefe do escritório do ACNUR no Dundo, Daniel Roger, informou que o repatriamento organizado vai começar com o registo das pessoas a repatriar.

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