Política

Repatriamento voluntário na fronteira do Chissanda

A fronteira de Chissanda, no município do Chitato, na Lunda Norte, regista um movimento sem precedentes de cidadãos da República Democrática do Congo, que regressam voluntariamente ao seu país, no âmbito da "Operação Transparência".

 

Fotografia: DR

Nos últimos três dias, a média diária de congoleses que atravessam a fronteira do Chissanda vai de oito a dez mil, entre homens, mulheres e crianças.
Segundo fontes do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), no início da operação eram repatriados diariamente entre 18 a 20 mil estrangeiros provenientes dos municípios do Lucapa e Cambulo, fortemente afectados pelo garimpo de diamantes.
Os congoleses que de forma voluntária deixam o país, depois de terem sido retirados das áreas de garimpo, não encontram infra-estruturas de acolhimento no outro lado da fronteira, muito menos transporte para as localidades de origem.
Apesar das entidades migratórias da RDC destacadas no posto fronteiriço de Kamakó não permitirem a entrada da equipa de reportagem, fontes contactadas pelo Jornal de Angola revelaram que os imigrantes ilegais estão a enfrentar muitas dificuldades para chegar às suas comunidades, por falta de condições logísticas e de transporte.
"As pessoas estão a ser obrigadas a passar um período de três a quatro dias no posto fronteiriço do Kamakó, na esperança de conseguirem um meio de transporte com destino à região de origem", disse uma fonte.
Actualmente, precisou, mais de 20 mil pessoas entre homens e mulheres, algumas das quais acompanhadas de crianças de tenra idade, estão concentradas em bairros próximos da fronteira de Kamakó, enfrentando as intempéries e falta de alimentação.

 

 

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