Política

Revelações de Tonta Afonso Castro recuam à Kifangondo

Quarenta e dois anos após a Batalha de Kifangondo, que vitimou milhares de angolanos, o homem que chefiou o exército da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) na luta contra o MPLA em vésperas da proclamação da Independência Nacional considera que foi “uma guerra triste, aventureira e inútil”. 

Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

Tonta Afonso Castro abriu a porta da sua casa ao Jornal de Angola e mostrou o lado humano do actual oficial-general do Exército angolano, rotulado pelos seus antigos companheiros da guerrilha como traidor. É que foi Tonta que rejeitou as ordens de Holden Roberto, a partir da Base de Kinkuzu, no Congo-Kinshasa, para a retomada das hostilidades contra Luanda, e convenceu os soldados sob sua liderança a integrarem as extintas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), já na Angola independente.

O general na reserva, proveniente do  ELNA, braço armado da FNLA, é hoje um símbolo da reconciliação nacional. “Não tenho problemas com ninguém, não vejo raça nem formação política. Para mim, somos todos angolanos, todos amigos”, disse.   

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