SADC fixa 23 de Março como dia da libertação


15 de Março, 2016

Fotografia: Jaimagem

Angola propõe a data de 23 de Março como Dia de Libertação da África Austral, assunto que está na agenda da reunião do Conselho de Ministros da SADC, aberta ontem em Gaberone, capital do Botswana, noticiou ontem a Angop.


Os chefes das delegações da Tanzânia, Namíbia e Seychelles, ao usarem da palavra, reconheceram a importância da data e da Batalha do Cuito Cuanavale   para o fim do  apartheid na África do Sul.
Argumentaram que aquele facto abriu caminho à Independência da Namíbia e de uma nova realidade sociopolítica voltada para a paz e estabilidade em toda a região da África Austral. A proposta de Angola é analisada pelos países membros até 30 de Abril, e a decisão final é conhecida em Julho, durante a próxima reunião do Conselho de Ministros da SADC.
Angola está presente no evento com uma delegação chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, acompanhado pelos secretários de Estado do Orçamento, Alcides Safeca, da Indústria, Kiala Gabriel, e dos Transportes, José João Kuvingua.
A secretária nacional da SADC, Beatriz Morais, t participa nesta reunião de dois dias, que   analisa  o orçamento da organização, as contribuições dos países membros e os projectos com financiamento dos parceiros. Da agenda do Conselho de Ministros constam as candidaturas da organização ao cargo de presidente da Comissão da União Africana, pois  a sul-africana Dlamine Zuma não deseja continuar à frente do órgão.

Situação da seca

A seca dos últimos 35 anos tem afectado a produção agrícola de muitos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), associada ao fenómeno El Niño, disse ontem, em Gaberone (Botswana), o presidente do Conselho de Ministros da organização.   Ontefetse Matambo, que falava na abertura da reunião do Conselho de Ministros da SADC, que encerra hoje, afirmou que a seca trouxe como consequência a escassez de muitos cereais, o aumento de preço nos diferentes mercados e do número de pessoas vulneráveis, com realce para as mulheres e crianças. O secretário executivo da SADC disse ser urgente tomar medidas   colectivas para mitigar as consequências que o fenómeno El Niño tem estado a causar.
“A região, afectada pelo impacto negativo do fenómeno, impossibilita o cumprimento dos objectivos e metas de cada país membro e de uma forma colectiva”, disse, para acrescentar que para minimizar a situação são necessários recursos substanciais para responder aos acontecimentos infelizes que a região enfrenta. Ontefetse Matambo disse que a reunião, que decorre à porta fechada,  oferece a oportunidade de todos os países membros receberem o relatório das actividades e implementação dos planos para o ano fiscal 2015-2016. Os ministros têm também a oportunidade de rever a implementação de decisões prévias do Conselho da Cimeira de 2015, bem como do orçamento para 2016-2017.
 Os ministros esperam, neste encontro, receber  um relatório sobre o Plano Indicativo Estratégico para o desenvolvimento regional.
Ontefetse Matambo afirmou que a região da SADC continua a   implementar o plano director para infra-estruturas regional adoptada em 2012, que facilita a integração e o comércio regional.
O presidente do Conselho de Ministros sublinhou que a integração regional, com longa história comum na SADC, conseguiu congregar as economias dos Estados membros em muitos aspectos, o clima político e macroeconómico estável e a cooperação nas áreas dos recursos hídricos, transportes e turismo. Ontefetse Matambo disse que a SADC precisa de recursos significativos de investimento para a concretização dos programas, fundamentalmente nos projectos prioritários, com vista a implementar e assegurar a cooperação e integração regional.

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