Política

SADC lança apelo à reflexão profunda

O chefe da Missão de Prevenção da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para o Reino do Lesotho (SAPMIL), o angolano Matias Matondo alertou o povo daquele país para o perigo da permanente instabilidade reinante naquele país, apelando a uma “profunda reflexão” sobre o fenómeno.

Um ângulo de Maseru capital do Reino do Lesotho
Fotografia: J11HXE from Alamy's |

Em declarações ao semanário local “Lesotho Time”, o angolano  Matias Matondo instou os basotho a reflectirem de forma profunda sobre as razões por que o seu país é o único dos 15 membros da SADC a registar um clima de recorrente instabilidade política.
Para ele, não é aceitável que o Lesotho registe recorrentes quedas de governos e assassinatos de chefes das Forças Armadas por subordinados, como ocorreu em Junho de 2015 e Setembro de 2017. O também chefe do Comité de Observação da SADC para o Lesotho disse que uma análise comparativa com os restantes países da região ajudaria o reino a livrar-se do “crónico” ambiente de instabilidade.
Matias Matondo defendeu também o desdobramento da Missão de Prevenção da SADC para o Lesotho, muito criticado por sectores da oposição e da sociedade civil. Para Matias Matondo, a SAPMIL é condição para o estabelecimento de um clima conducente à paz e estabilidade no Reino do Lesotho, explicando que a Missão é necessária à manutenção da estabilidade durante a implementação das reformas globais recomendadas pela SADC. “A nossa missão aqui é ajudar a reforçar a paz, segurança e a estabilidade política”, sublinhou.

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