Política

Samakuva exige mais da JURA

Edna Dala

O presidente da UNITA pretende ver os membros da JURA nas ruas, fora dos gabinetes, trabalhando de forma activa no desenvolvimento da consciência cívica, so-cial e comunitária dos cidadãos, para os fazer participar mais na resolução dos problemas sociais.

Isaías Samakuva quer união
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

Isaías Samakuva, que falava na cerimónia de abertura do IV Congresso Ordinário da JURA, acrescentou que quer ver a JURA construir pontes para unir os angolanos, de forma a colocarem-se acima dos interesses partidários, em benefício dos interesses nacionais.
Perante os mais de 300 delegados e convidados de organizações juvenis nacionais e internacionais, o líder do maior partido da oposição disse que o país reclama por uma mudança profunda nas estruturas do poder, no paradigma da governação, no sistema de valores, de produção e na estrutura da economia política. Para o efeito, informou, a UNITA pretende envolver a JURA na concepção dos planos de acção para a concretização dessas mudanças, por ser um instrumento transformacional ao serviço do país e dos angolanos. Por isso, defendeu, a JURA deverá concentrar-se na discussão dos métodos para concretizar as mudanças que o país reclama.
A JURA, na óptica de Samakuva, distingue-se das demais organizações políticas juvenis, pela abrangência dos seus objectivos, pelo público alvo que pretende atingir com a sua acção e pelo método de actuação. “Enquanto a JMPLA e a JFNLA parecem limitados aos respectivos partidos, a JURA não se designa juventude da UNITA e nem se propõe apenas trazer os jovens angolanos para o partido, pois o seu objectivo é unir a juventude angolana em torno dos projectos transformacionais da realidade social do país”, disse.
Sobre a situação do país, Samakuva defendeu que Angola precisa de uma “re-volução no sentido positivo”, para transformar radicalmente os seus sistemas de educação e ensino, saúde e produção.
O IV Congresso Ordinário da JURA decorre até sábado, sob o lema “Nova etapa, nova dinâmica, para a vitória”. O ponto mais alto será a eleição de um novo secretário-geral para um mandato de quatro anos. Ao cargo concorrem oito candidatos, dos quais uma mulher.
O primeiro secretário nacional da JMPLA, Sérgio Luther Rescova, foi um dos convidados . Em declarações à imprensa, Rescova considerou valioso o congresso da JURA  e fez votos que os objectivos preconizados sejam alcançados. A resolução dos problemas dos jovens, disse, deve contar com o apoio de todos.
Filipe Dias de Barros, líder da juventude  Partido Socialista de Portugal, disse que a participação de outras  organizações juvenis é “um sinal de democracia e vitalidade”.

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