Política

Secretário de Estado defende eternização do Cemitério do Cuito

João Constantino | Cuito

O secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Clemente Conjuca, pediu aos historiadores e académicos de diferentes áreas a promoverem estudos sobre o Cemitério Monumento do Cuito, onde jazem mais de sete mil corpos vítimas do conflito militar ocorrido entre 1992 e 1993.

Fotografia: DR

Clemente Conjuca fez este pedido durante uma visita ao referido cemitério, onde rendeu homenagem aos mártires do Cuito, no âmbito do Dia Nacional do Antigo Combatente e Veteranos da Pátria, assinalado ontem.
“O Cemitério Monumento do Cuito deve servir de referência para compreensão da luta de libertação nacional e da conquista da Independência. O povo angolano tem de se lembrar deste local e devemos ter uma consciência patriótica”, defendeu o secretário de Estado.
Ainda ontem, na cidade do Cuito, o secretário de Estado dos Antigos Combatentes presidiu ao acto central do Dia do Antigo Combatente.

MPLA defende mais apoio
O Executivo e toda a sociedade angolana devem continuar a promover acções políticas, económicas, sociais e culturais, em prol dos antigos combatentes, no intuito de dignificá-los pela “indiscutível contribuição” prestada à luta pela autodeterminação do povo angolano.
O apelo vem expresso numa declaração do Bureau Político do MPLA, tornada público por ocasião do Dia do Antigo Combatente, que ontem se celebrou. No documento, a maior organização política do país rende “profunda homenagem” a todos os que na condição de guerrilheiros, participantes da luta clandestina, ou presos políticos das então cadeias coloniais portuguesas, viabilizaram a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
O MPLA destaca o papel desempenhado pelos antigos combatentes, num passado recente da história do país, incluindo os cidadãos que integraram células ou grupos activos da clandestinidade, tenham prestado a contribuição voluntária e patriótica à Luta de Libertação contra o colonialismo português.
Na declaração, o MPLA assume que continua a apoiar o movimento associativo dos antigos combatentes e veteranos da Pátria, e defende que todas as associações criadas por este grupo-alvo devem estar unidas, como forma de facilitar a concertação permanente com as instituições do Estado.

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