Política

Sociedade de Malanje apresenta preocupações

O arcebispo metropolitano de Malanje, D. Benedito Ro-berto, felicitou o Presidente da República, João Lourenço, pelos esforços que faz no sentido de promover uma abertura da imprensa.

Autoridades tradicionais apresentaram preocupações
Fotografia: Santos Pedro |?Malanje

D. Benedito Roberto, que falava à imprensa à saída de uma audiência que lhe foi concedida pelo Chefe de Estado, disse terem ainda sido abordados assuntos que têm a ver com a problemática dos elevados índices de desemprego no seio da juventude local.
A necessidade de restauração das igrejas a nível dos municípios foi também uma das questões que o prelado apresentou ao Presidente.
João Lourenço recebeu igualmente, no palácio do Governo Provincial de Ma-lanje, o rei do Ndongo, Buba Nvula Dala Mana, que solicitou a reabilitação da via de acesso à vasta região do Ndongo, em particular a que liga a cidade capital ao município de Marimba, numa extensão de mais de 100 quilómetros, que se encontra em péssimas condições de circulação.
O presidente da Camâra de Comércio e Indústria, Domingos Jorge, também recebido pelo Presidente João Lourenço, disse ter colocado preocupações relativas à dívida pública e à reabilitação das estradas para facilitar o escoamento agrícola.
A questão da dívida pública em Malanje, disse, arrasta-se desde 2014, realçando que há acções concretas para o seu pagamento.
O responsável disse que abordou igualmente com o Chefe de Estado a questão do funcionamento dos bancos comerciais e a sua flexibilida-de, em particular o Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA), bem como a necessidade de extensão da electricidade aos municípios e comunas da província de Malanje.
O bispo da Igreja Metodista Unida da Conferência Anual do Leste de Angola, José Quipungo, frisou que o encontro com o Presidente da República foi salutar.

Qualidade alimentar
O Instituto Superior de Tecnologia Agro-alimentar (INSTAM) quer estar, no futuro, na vanguarda do controlo de qualidade, processamento e transformação dos produtos locais de origem animal e vegetal. Falando ontem ao Jornal de Angola, o director-geral do INSTAM, Guilherme Pereira, desenha um perfil sobre o que deverá ser o estabelecimento, quando for completamente concluído.
As obras físicas estão concluídas. O que falta agora é o apetrechamento das dez salas de aula, dos dez laboratórios, dos pavilhões de transformação, auditórios, bem como a asfaltagem dos cerca de dois quilómetros de estrada que liga o instituto à via principal.
Ontem, o Presidente João Lourenço efectuou uma breve visita à instituição. O acesso de dois quilómetros à escola é ainda de terra batida. Transitar na via levanta densas nuvens de poeira que nada abonam a um trânsito seguro e eficaz.
O estabelecimento, uma inspiração da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos santos, no Huambo, começou em 2005, envolvendo a construção do edifício e a formação de docentes, que tiveram cursos de superação com especialistas franceses após um período de formação teórica e prática no Instituto Agrário do Huambo. O grupo continua a fazer cursos de mestrado e doutoramento.
Enquanto os quadros eram formados, o edifício estava a ser construído. Em 2005, o curso teve início provisoriamente nas instalações da Escola de Base Amílcar Cabral, onde tinham sido dispensadas algumas salas de aula.
O edifício conta com dez salas de aula, nove laboratórios, dos quais sete de investigação e dois de ensino e investigação, dois pavilhões de transformação de alimentos de origem animal e vegetal, bem como um para produtos húmidos e outro para produtos frescos.
“Já foi aprovisionado todo o equipamento de laboratório. As empresas já têm o dinheiro em sua posse para equipar laboratórios e providenciar mobiliário para gabinetes, salas de aula e auditório. O equipamento de laboratório de fabrico francês, o mais difícil de adquirir, começa a chegar a partir de Junho e Julho”, realçou o director-geral do Instituto Superior de Tecnologia Agro-alimentar.

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