Política

Suecos interessados no mercado angolano

João Dias

O embaixador da Suécia em Angola, Lennart Killander Larsson, assegurou ontem, em Luanda, que algumas empresas suecas do sector das tecnologias, energias e transportes revelam interesse em investir no país nos próximos tempos. Entre estas empresas, desponta a tecnológica sueca Ericsson, que apesar da sua presença no mercado angolano, quer reforçar e alargar o seu investimento para outros segmentos das Tecnologias de Informação e Comunicação em Angola.

Embaixador da Suécia apresentou cumprimentos de despedida ao Presidente da República
Fotografia: Santos Pedro |?Edições Novembro

Em breves declarações à imprensa, no termo de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, Lennart Killander Larsson, que apresentou cumprimentos de fim de missão, considerou as relações entre a Suécia e Angola muito fortes, pois aquele país foi um dos primeiros da Europa Ocidental a reconhecer a Independência de Angola, em 1976. 

“Temos empresas tecnológicas grandes e pequenas interessadas em investir. Porém, a maior e mais conhecida é a Ericsson, que já está aqui e pretende aumentar os seus investimentos”, disse.
Com o Chefe de Estado, o embaixador sueco abordou aspectos relacionados com o rumo da cooperação, mas também de perspectivas das relações bilaterais e incremento das transacções comerciais, sem esquecer a história que une os dois países.
Lennart Killander Larsson disse que ao nível do comércio, existem várias empresas suecas interessadas em investir, especialmente na área de energia, TIC e transportes, numa altura em que foi assinado um memorando de entendimento na área das TIC. Além disso, segundo o embaixador, pretende-se intensificar as consultas políticas de parte a parte para o incremento das relações bilaterais.
O diplomata sueco lembrou que a participação de empresas do seu país na maior bolsa de negócios do país, a FILDA, que encerrou as portas no último fim-de-semana, foi positiva. Relativamente às medidas que visam melhorar o ambiente de negócios em Angola, considerou ser positivo e que os sinais de melhoria estão à vista. Para o diplomata, actualmente o ambiente de negócios sinaliza um futuro inte-
ressante para o investimento em Angola.
As trocas comerciais, apesar de a Suécia cooperar com Angola desde 1976, altura em que reconheceu a Independência de Angola, situam-se nos tímidos 15 milhões de dólares, lembrando que existe uma agência governamental, que concede créditos não só para empresas suecas, mas também para outros países, que deverá ser activada em breve.
O diplomata falou, sem avançar números, na existência de angolanos na Suécia, muitos dos quais famosos na arte de representar e na música. “Estamos na terceira fase da nossa cooperação. A primeira foi mais voltada para a ajuda humanitária, a segunda para uma cooperação para o desenvolvimento e agora está-se numa fase mais orientada para o comércio”, disse.
Depois de três anos de missão em Angola, o embaixador Larsson regressa a Estocolmo.
Em Fevereiro deste ano, empresários angolanos e investidores suecos reuniram-se em seminário, na cidade sueca de Estocolmo, com o propósito de identificarem novas formas e áreas de cooperação para o aumento do volume de negócios entre os dois países. O encontro decorreu na sala de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Suécia sob o lema “Tempo para aumentar as actividades de negócios em Ango-la” e visou promover a apro-
ximação entre empresários, investidores e diplomatas angolanos e suecos.
Angola, por intermédio da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), apresentou as vantagens e razões para que investidores suecos e outros se interessem em canalizar investimentos nos diversos sectores da economia angolana.
Na ocasião, a administradora da AIPEX Sandra Dias dos Santos abordou as “Oportunidades de Negócios em Angola”, mostrando que o mercado angolano é atraente e receptível, com um clima de negócios em mutação, aliado a um conjunto de incentivos.
Na mesma altura, o embaixador da Suécia em Angola, Lennart Killander Larsson, debruçou-se sobre o “Estado da política e da economia em Angola”, tendo transmitido aos conterrâneos que este país africano é um destino viável e seguro para o investimento estrangeiro. O seminário contou com mais de 60 participantes.

Tempo

Multimédia