Política

Tribunal ouve a esposa de Raveeroj Ritchoteanan

Garrido Fragoso

O julgamento do caso que ficou conhecido como "Mega Burla à Tailandesa", prosseguiu ontem, na Câmara Criminal do Tribunal Supremo, em Luanda, tendo sido ouvida a ré Monthita Pribwai, esposa do suposto dono da empresa Centennial Energy e dos 50 mil milhões de dólares constantes nos autos. 

Equipa de juízes do caso “Burla à Tailandesa”
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Em função das declarações de Monthita Pribwai, o tribunal voltou a ouvir o esposo, Raveeroj Ritchoteanan, que já vinha sendo julgado desde a semana passada até na terça-feira. A ré confirmou ser a vice-presidente da Centennial Energy.

Monthita Pribwai respondeu a todas as perguntas colocadas pelo juiz Domingos Mesquita, pelo representante do Ministério Público e pelos advogados de defesa.

A ré confirmou que desconhecia os reais motivos da vinda do esposo a Angola, e que apenas conheceu o grupo de angolanos arrolados no processo, caso do antigo director da extinta UTIP, Norberto Garcia, da empresária Celeste de Brito e do general José Arsénio Manuel, dias depois de desembarcar no país.

Numa sala de audiências quase vazia, Monthita Pribwai, de nacionalidade tailandesa, disse que participava poucas vezes nas reuniões de decisão da Centennial Energy, na Tailândia. Confirmou que o marido possui uma fundação humanitária, na qual ela também assume o cargo de vice-presidente.

A Raveeroj Ritchoteanan, o tribunal voltou a fazer uma série de questões, a maioria das quais para tentar obter esclarecimentos sobre a autenticidade do cheque de 50 mil milhões de dólares.

O empresário tailandês explicou que, tão logo chegou ao país, procedeu, em nome da sua empresa, à abertura de uma conta no BNI, onde depositou o cheque por razões de segurança. O réu disse ainda que, nos primeiros dias, carregava sempre consigo o cheque, como forma de “provar a capacidade financeira da sua empresa”.


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