Política

União Europeia promete apoiar refugiados da RDC

Isidoro Samutula | Dundo

A União Europeia vai apoiar com meios financeiros os refugiados da República Democrática do Congo (RDC) que se encontram no centro de acolhimento do Lóvua, na província da Lunda-Norte.

Fotografia: DR

A garantia foi dada pelo representante da União Europeia em Angola, Tomas Ulicny, que chefiou uma delegação de embaixadores que terminou ontem uma visita de dois dias à Lunda-Norte. A delegação foi integrada pelos embaixadores de Portugal, França, Hungria, Polónia e dos Países Baixos, além de uma diplomata da Bélgica.

Os diplomatas visitaram o assentamento do Lóvua e receberam informações sobre a situação dos refugiados e dos projectos em curso que visam a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos da RDC que se encontram em Angola na condição de refugiados.

No assentamento do Lóvua, os embaixadores visitaram as obras de construção de três escolas com oito salas de aula cada, o centro médico e a área onde se desenvolve a actividade agrícola.

Tomas Ulicny afirmou que os embaixadores ficaram satisfeitos com o trabalho que as várias organizações das Nações Unidas desenvolvem para ajudar os refugiados da RDC que foram obrigados a abandonar o seu país devido aos conflitos que assolaram o país.

O diplomata garantiu que os países da União Europeia vão continuar a ajudar os refugiados neste período difícil, deixando a responsabilidade da execução do possível financiamento às organizações especializadas de acordo com as necessidades.

“Estamos aqui para termos uma ideia da realidade dos refugiados da RDC no assentamento do Lóvua, de modo a discutir com as autoridades competentes o valor que pode ser disponibilizado para o financiamento”, disse.

No assentamento do Lóvua estão inseridas nas actividades agrícolas 525 famílias e cada uma tem disponível meio hectare para a produção de produtos como a mandioca, quiabo, beringela, tomate e couve, de modo a garantir a subsistência das famílias.

O oficial de monitoria e avaliação do ACNUR, Txiteta Kapalu, revelou que o Governo Provincial da Lunda-Norte disponibilizou, para este ano, 600 hectares para a inserção de mais famílias nos projectos agrícolas, logo que haja disponibilidade financeira. Para a execução de projectos agrícolas dos refugiados congoleses acantonados no Lóvua, são necessários mais de dois milhões de dólares.

A visita dos embaixadores teve igualmente uma vertente económica, na medida em que serviu para estudar a possibilidade de mobilizar investimentos para o sector mineiro.


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