Política

UNITA: Candidaturas de Raul Danda e Adalberto Júnior aprovadas pela Comissão Permanente

Bernardino Manje

O Comité Permanente da UNITA validou ontem as candidaturas de Raul Danda e Adalberto da Costa Júnior a presidente do partido. A decisão foi tomada por votação dos membros do órgão.

Raul Danda
Fotografia: DR

Raul Danda, que tinha apresentado a candidatura no dia 7 deste mês, viu a mesma ser “chumbada”, no dia 11, pela Comissão de Mandatos, por, alegadamente, o mesmo não reunir os 15 anos de militância ininterrupta. Na década de 1990, Danda tinha abandonado a UNITA e integrado outro partido (Tendência de Reflexão Democrática), tendo regressado depois da morte de Jonas Savimbi.
A Comissão de Mandatos fundamentava a sua decisão com a alínea a) do nº 2 do artigo 13º dos Estatutos da UNITA, que estabelece que o candidato à liderança tem de ter pelo menos “15 anos de militância consequente e irrepreensível”. Raul Danda considerava que a norma estava a ser mal interpretada.
Segundo Ruben Sicato, porta-voz da Comissão Organizadora do Congresso, o “Comité ad hoc”, que analisou o recurso, chegou à conclusão que a redacção da alínea a) nº 2 do artigo 13º dos Estatutos é incongruente e susceptível de más interpretações, razão pela qual propôs que a candidatura de Danda fosse validada.
Durante a reunião do Comité Permanente foi sugerido que o assunto fosse à votação. “Dos 57 membros presentes na sala e com direito a voto, 47 aprovaram que o vice-presidente do partido devesse ter a sua candidatura validada”, informou Sicato.

Danda: “Fez-se justiça”

Em reacção ao Jornal de Angola, Raul Danda exprimiu a sua satisfação pela resposta positiva ao seu recurso, considerando que se fez justiça.
Raul Danda disse que o problema foi levantado por má interpretação da norma dos Estatutos. “Se olharmos para o antónimo da palavra inconsequente, a mesma não significa interromper”, sublinhou Danda, para quem o mais importante é que o assunto está resolvido.

Adalberto validado

Ontem, o Comité Permanente validou, definitivamente, a candidatura de Adalberto Costa Júnior, que estava condicionada à apresentação de um comprovativo da perda da naciona- lidade portuguesa.  Os Estatutos da UNITA proíbem a dupla nacionalidade ao candidato à presidência do partido. Segundo Ruben Sicato, na última sexta-feira, dia 18, Adalberto Costa Júnior apresentou a prova documental que dizia ter em suas mãos há já alguns dias.

 

 

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