Política

UNITA considera decisão prudente de Raul Araújo

O vice-presidente da UNITA considerou “prudente” a decisão tomada pelo juiz conselheiro do Tribunal Constitucional, Raul Araújo, de desistir do concurso público curricular para a escolha do presidente da Comissão Nacional Eleitoral.

Vice-presidente da UNITA, Raul Danda
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

À imprensa na cidade do Lubango, o político disse que, “sejam quais foram as razões evocadas por Raul Araújo, fez muito bem em desistir da corrida, pois não reunia condições, nem morais, tão-pouco legais para concorrer, por não ser magistrado”.
Raul Araújo realçou que “a lei é clara quando diz que o candidato tem de ser um magistrado judicial, e a candidatura de Raul Araújo fere o que foi legislado”.

Autarquias locais

O vice-presidente da UNITA, Raul Danda, apelou aos cidadãos a uma maior participação no processo de institucionalização das autarquias em todo país. O político falava durante uma conferência de imprensa no âmbito da visita de dois dias à província da Huíla, com o objectivo de avaliar o trabalho desenvolvido pelo partido e realizar uma palestra sobre a vida e obra do líder-fundador da UNITA, Jonas Savimbi.
Raul Danda sustentou que “o país não pode ter cidadãos protegidos e outros desprotegidos, pois devem ser tratados de forma igual como manda a Constituição da República de Angola, pelo que o modelo gradual proposto pelo MPLA fere o postulado da mesma”.
“Está-se a falar de uma população de mais de 30 milhões de habitantes e 220 deputados representam apenas 0, 007 por cento, e não se pode deixar que tudo seja decidido por este números reduzido de pessoas, é preciso que o povo faça valer a sua voz quando se sentir-se injustiçado”, disse.

Actos de intolerância

A UNITA no Moxico considerou que actos de intolerância política têm afectado a estabilidade política, paz, reconciliação nacional e a democracia.
O primeiro-secretário provincial do partido da oposição, João Caweza, acusa o MPLA de estar por detrás destes actos sem citar casos concretos.
João Caweza, que falava ontem, no Luena, numa conferência de imprensa, manifestou o seu desagrado com factos que mancham, além da democracia, outros interesses da sociedade em geral
O secretário da UNITA no Moxico afirmou que o partido tem manifestado total engajamento na defesa e preservação da paz, promoção da reconciliação nacional e no aprofundamento da democracia, como instrumento indispensável para harmonização da sociedade rumo ao desenvolvimento.
João Caweza indicou que casos de intolerância resultaram em morte de militantes da UNITA, a retirada compulsiva de bandeira do partido e expulsão de militantes em algumas localidades.

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