Política

UNITA denuncia regresso de actos de intolerância

A UNITA denuncia o ressurgimento de actos de intolerância política no país, tendo apontado como exemplo os mais recentes, ocorridos nas províncias de Benguela, Huambo e Lunda-Norte.

Presidente Isaías Samakuva insatisfeito com a situação
Fotografia: Benjamim Cândido | Edições Novembro

A denúncia consta do comunicado final da IX reunião ordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, realizada na terça-feira e orientada pelo presidente do partido, Isaías Samakuva.
O órgão de cúpula do maior partido da oposição denuncia, igualmente, a ocorrência de extorsão e extravio por agentes ligados aos órgãos da Administração Pública de cartões de eleitor dos cidadãos para fins inconfessos. Para a UNITA, tal procedimento viola a legislação eleitoral vigente.
Ao analisar o estado actual dos Direitos Humanos no país, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA lamenta a ocorrência daquilo que considera serem “prisões arbitrárias” na Lunda-Norte, Lunda-Sul, Cabinda e no Huambo. Com efeito, exorta os órgãos do Governo a fazerem um esforço de conformar os seus actos aos ditames da Constituição da República.
Durante o encontro, os membros do órgão mais restrito da direcção da UNITA foram informados sobre o andamento dos preparativos das exéquias do presidente fundador do partido, Jonas Malheiro Savimbi, a realizar em data a anunciar, tão logo se conheça os resultados das análises de ADN.
Sobre a situação social, o Comité Permanente da Co-missão Política da UNITA manifesta preocupação pe-rante “as dificuldades sociais e económicas que se agravam a cada dia que passa, afectando gravemente a capacidade de sobrevivência da maioria das famílias angolanas.”
A este respeito, o líder da UNITA solidariza-se com os trabalhadores de diferentes sectores, que, através de greves anunciadas e outras em curso, reivindicam a satisfação dos seus direitos, bem com a melhoria das condições laborais, salariais e sociais.

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