Política

UNITA diz haver condições para a votação da proposta

Edna Dala e Arcângela Rodrigues

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou, hoje, em Luanda, que a Proposta de Lei de Institucionalização das Autarquias está pronta para ser votada desde 2018 ou 2019 e considerou que sua discussão e votação, no Parlamento, só não acontece para “para salvaguardar o interesse do partido do regime e das suas lideranças”.

Líder da UNITA discursou na abertura do congresso da LIMA
Fotografia: Vigas da Purificação| Edições Novembro

Ao discursar na sessão de abertura do IV Congresso Ordinário da LIMA, organização feminina da UNITA, Adalberto Costa Júnior considerou que “a Assembleia Nacional continua refém”, porquanto está a ser impedida de agendar a discussão e votação da proposta de lei. 

 “O ano legislativo termina este mês e, pelo segundo ano consecutivo, não foi agendada para salvaguardar o interesse do partido de regime e das suas lideranças”, disse o líder do maior partido da oposição.

“O desafio nacional mais imediato é, seguramente, o de nos prepararmos para enfrentar as eleições autárquicas, fazendo-o, quanto antes, não importa as manobras e o contorcionismo que o Governo e partido que o suporta estejam a fazer com o claro propósito de atirar o sufrágio”.

Adalberto Costa Júnior disse, igualmente, ser hora de respeitar a soberania das instituições de Justiça, dar respeitabilidade aos seus profissionais e deixar de atentar contra o direito. “As ordens superiores continuam a colocar uma nódoa no bom nome das instituições destinadas a garantir o equilíbrio e o bom funcionamento do Estado Democrático e de Direito”, considerou.

Papel da LIMA

Ao referir-se a assuntos internos, o presidente da UNITA realçou que a LIMA pode e deve contribuir com ideias exequíveis, como o do desenvolvimento social e humano e do crescimento económico. Adalberto Costa Júnior considerou que as mulheres estão em condições de abordar, com mais eficácia, problemáticas como as do combate à pobreza.

“As mulheres têm outro olhar e soluções para as questões como saúde, educação, contenção da violência doméstica, definição das políticas para a criança e dos cuidados a ter com as gerações mais novas”, disse. “Achamos que, em certas matérias, as mulheres têm maior responsabilidade e valências, por isso podem garantir níveis maiores de eficácia e eficiência”.

Candidatas a autarcas

O IV Congresso Ordinário da LIMA decorre, até hoje, sob o lema: “Patriotismo, unidade e integridade”. Adalberto Costa Júnior aproveitou a oportunidade de discursar na sessão de abertura para desafiar as mulheres a apresentarem candidaturas nas autarquias. Na ocasião, o político rendeu homenagem a presidente da LIMA no Luau, Moxico, que perdeu a vida num acidente viação, na manhã de quinta-feira, em Mukonda na Lunda-Sul.

O acidente resultou, também, na morte da filha de três meses da presidente da LIMA no Luacano. O ponto mais alto do IV Congresso Ordinário da LIMA é a eleição da nova presidente. Ao cargo concorrem três candidatas: Helena Bonguela Abel, que se recandidata, Domingas Njungulo e Manuela dos Prazeres Cazoto.

Devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, as 1.200 delegadas foram repartidas por oito regiões que estarão conectadas por videoconferência. A sessão de abertura do congresso da LIMA foi testemunhada pela vice-presidente da UNITA, Arlete Chimbinda, o secretário nacional da JURA, Agostinho Kamuango, deputados e outros convidados.

A presidente interina da LIMA, Inês Mulato, realçou que o congresso não se confina apenas na escolha da futura líder, mas também na discussão dos programas e planos que podem tornar a organização mais dinâmica, actuante e com capacidade de mobilizar a sociedade para a mudança. 

O secretário nacional da JURA defendeu que o congresso deve servir de instrumento para tornar a LIMA numa organização cada vez mais forte e actuante, pois constituiu uma alavanca estratégica para a vitória da UNITA nas eleições autárquicas e gerais de 2022.

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