Política

UNITA obrigada a vencer as próximas eleições

Bernardino Manje

Abílio Camalata Numa, membro da direcção da UNITA, afirmou ontem, em Luanda, que o partido tem a obrigação de vencer as próximas eleições, sob pena de se perpetuar na oposição.

Abílio Camalata Numa
Fotografia: DR

Em declarações à imprensa, depois de falar sobre “Jonas Savimbi como estratega político e militar”, na II Conferência nacional sobre a vida e obra do fundador da UNITA, abílio Camalata Numa defendeu que o partido não deve continuar na oposição por mais tempo.

“Se a UNITA permanecer por mais tempo na oposição, perde. A UNITA tem de se transformar numa força que tenha de ganhar as próximas eleições para se tornar po-der”, disse.
Questionado sobre o que terá faltado para que a UNITA nunca vencesse uma única das eleições já realizadas, Camalata Numa, um crítico da liderança de Isaías Samakuva, afirmou que a pergunta deve ser respondida pelo presidente do partido, porque tem sido ele quem dirige a formação política desde o desaparecimento do líder fundador. Numa declaração que pode ser entendida como o "piscar de olhos" aos delegados ao próximo congresso da UNITA, previsto para Dezembro, Abílio Camalata considerou que caberá aos militantes decidir se o partido continua como está ou se querem uma outra dinâmica para a formação política fundada por Jonas Savimbi.
A II Conferência sobre a vida e obra de Jonas Savimbi esteve enquadrada no 53º aniversário da fundação da UNITA, assinalado ontem. Numa declaração, por ocasião da efeméride, a direcção da UNITA afirma que, 53 anos depois, os ideais que nortearam a fundação do partido mantêm-se válidos e actuais.
Na conferência de ontem, o deputado Lukamba Paulo “Gato” falou sobre “Jonas Savimbi como diplomata, político, conciliador e promotor de consensos.”

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