Política

Veteranos na actividade económica têm uma melhor qualidade de vida

Adelina Inácio |

A Comissão Interministerial de Coordenação e Reintegração Sócio-económica dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria aprovou ontem em Luanda o programa de acção para implementação de actividades que visam a reintegração social dos antigos combatentes.

Ministro Cândido Van-Dúnem anunciou a aprovação das acções destinadas a aumentar a presença dos antigos combatentes na economia
Fotografia: Mota Ambrósio

O ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Cândido Van-Dúnem, que presidiu ao encontro,  afirmou que estes programas visam devolver a qualidade de vida dos antigos combatentes, para criar formas de geração de receita, para que possam suportar os encargos das  suas famílias.
Cândido Van-Dúnem indicou que o programa aprovado ontem vai ainda ser submetido à apreciação do Presidente da República enquanto titular do poder executivo para posterior implementação.
O ministro esclareceu que estas acções não estão relacionadas com o aumento das pensões dos antigos combatentes, mas existe a intenção de encontrar uma forma de estes cidadãos fazerem parte do sector produtivo, no âmbito da diversificação da economia. “Os antigos combatentes vão produzir e vender os seus produtos com a intervenção e apoio do Executivo, através do Ministério do Comércio e, deste rendimento, melhorarem a sua vida”, disse Cândido Van-Dúnem.

Recenseamento e controlo

O ministro, que falou também do Sistema Nacional de Recenseamento e Controlo dos Antigos Combatentes, disse que a utilização das tecnologias de informação impõe-se como condição para se tornar mais célere o processo de registo.  “Reconhecemos que ainda há muitas reclamações, mas enquanto não forem introduzidas as novas tecnologias no processo de registo vamos continuar a ter dificuldades”, reconheceu o ministro.
O ministro disse que estão inscritos na base de dados do sector que dirige cerca de 170 mil antigos combates e a tendência é de crescimento deste número. Actualmente, existem 11 centros de reabilitação física e a intenção é dotar os actuais de capacidade para poder retomar o processo de reabilitação gradual dos antigos combatentes. Em relação às habitações sociais para os antigos combatentes, o ministro adiantou que está a negociar com uma empresa imobiliária nacional para definir políticas de aquisição de residências.
O encontro, que analisou os grandes projectos agrícolas, de construção e reabilitação de residências, contou com a participação dos ministros da Agricultura, Afonso Pedro Canga, da Saúde, Luís Gomes Sambo, a secretária de Estado das Finanças, Valentina Filipe, e de representantes das secretarias para os Assuntos Sociais e os Assuntos Económicos do Presidente da República.

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