Política

Vida na Pedra de Feitiço conhece melhorias

Jaquelino Figueiredo | Soyo

A vida na comuna da Pedra de Feitiço, que acolhe angolanos expulsos da República Democrática do Congo (RDC), está a conhecer melhorias significativas, fruto dos esforços empreendidos pelo governo provincial durante os sete anos de paz.

 
A vida na comuna da Pedra de Feitiço, que acolhe angolanos expulsos da República Democrática do Congo (RDC), está a conhecer melhorias significativas, fruto dos esforços empreendidos pelo governo provincial durante os sete anos de paz.
O administrador comunal, Fernando Eleutério Palmira, considera que a comuna de Pedra de Feitiço está a mudar paulatinamente, tendo destacado o esforço do governo na recuperação de infra-estruturas destruídas pela guerra.
Os sectores da Educação e Saúde são os que mais conhecem melhorias na região, notando-se a construção e a reabilitação de infra-estruturas. A educação conta com cinco escolas em toda extensão da comuna e dezasseis professores, número considerado insuficiente para atender 444 alunos matriculados no ensino primário no presente ano lectivo.
“O número de professores é inferior para atender a demanda, pelo que necessitamos de pelo menos mais dez docentes para acudir a situação de alunos fora do sistema de ensino, cujo número é bastante significativo”, frisou o administrador.
No domínio da Saúde, o governo do Zaire está a construir, na sede comunal, um novo centro e uma residência para os enfermeiros, visando um melhor atendimento das populações.
“Enquanto se aguarda pela conclusão das obras de novas infra-estruturas sanitárias, a população tem sido assistida no edifício dos Médicos Sem Fronteiras”, disse. Actualmente, para o atendimento aos pacientes, avançou o administrador, a comuna tem três enfermeiros.
Antes da crise que se instalou ao longo da fronteira com a RDC, que forçou muitos angolanos a abandonarem o país vizinho, grande parte da população local deslocava-se à localidade de Boma em busca de assistência médica. Fernando Eleutério Palmira considera que perante a nova realidade serão necessários mais técnicos de saúde. “O regresso compulsivo de angolanos que viviam na RDC trouxe uma nova realidade, daí a necessidade de mais quadros e infra-estrutura”, disse.
O aumento de técnicos de saúde seria fundamental para o atendimento de casos graves, como doenças diarreicas agudas e respiratórias, que às vezes obrigam a população a recorrer à vizinha RDC em busca do tratamento médico necessário.
Situada a 145 quilómetros do Soyo, a comuna da Pedra de Feitiço tem uma população estimada em quatro mil habitantes. Tem como principais actividades a agricultura de subsistência e a pesca artesanal.

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