Política

Vitória do MPLA

Bernardino Manje e Adelina Inácio |

Os primeiros resultados provisórios das eleições gerais desta quarta-feira confirmam a maioria qualificada do MPLA. Numa altura em que estavam escrutinados 63,74 por dos votos, o partido no poder vencia em todas as províncias do país.

Fotografia: Albino Camana | CNE

Os resultados, apresentados na tarde de ontem pela porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, Júlia Ferreira, indicam que, em todo o país, o MPLA estava à frente das contagens, com 64,57 por cento, seguindo-se a UNITA e a CASA-CE com 24,04 e 8,56 por cento, respectivamente. Depois surgem o PRS, a FNLA e a APN com 1,37, 0,95 e 0,52 por cento, respectivamente.
Se a tendência se mantiver, o MPLA elege 154 deputados pelo círculo nacional, a UNITA (que continuaria a ser o maior partido na oposição) 48, a CASA-CE 15, o PRS dois e a FNLA um. Comparando com a legislatura passada, o partido no poder perderia 21 lugares no Parlamento, a UNITA ganharia mais 16 e a CASA-CE mais sete. O PRS e a FNLA perderiam, cada, um deputado. A APN, que concorre pela primeira vez, não elegeria nenhum.
Relativamente aos resultados provinciais, o MPLA até agora vence em todos os círculos, mas a disputa está renhida em Cabinda, onde o partido no poder tem 39,81 por cento, a CASA-CE (supera o maior partido na oposição) 29,27 por cento e a UNITA 28,19 por cento. Se não houver alterações, o MPLA elege dois deputados, a CASA-CE também dois e a UNITA um.
Na maior praça eleitoral, Luanda, o partido no poder lidera a contagem, conseguindo até ao momento 50,26 por cento dos votos. Segue-se a UNITA com 34,25 por cento e a CASA-CE com 13,97 por cento. O MPLA elegeria três deputados e o maior partido na oposição dois.
Tendo em conta os primeiros resultados provisórios, o MPLA elegeria todos os cinco deputados das províncias do Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huíla e Malanje, elegendo quatro parlamentares no Bengo, Benguela, Cuando Cubango, Lunda-Norte, Moxico, Namibe e Uíge. A votação contou com a participação de 76,83 por cento dos mais de nove milhões de eleitores inscritos, o que corresponde a uma abstenção de 23,17 por cento.

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