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A prevenção deve ser principal método de combate à malária nas comunidades

Elautério Silipuleni | Ondjiva

A necessidade da adopção de medidas preventivas contra a malária, de forma a conter os elevados índices de mortalidade que a doença continua a causar foi o tema predominante da alocução da vice-ministra da Saúde, Evelize Frestas, no passado domingo, em Ondjiva.

A necessidade da adopção de medidas preventivas contra a malária, de forma a conter os elevados índices de mortalidade que a doença continua a causar foi o tema predominante da alocução da vice-ministra da Saúde, Evelize Frestas, no passado domingo, em Ondjiva.
Evelize Frestas disse que, para além destas medidas, é ainda necessário encontrar soluções para combater as doenças oportunistas, que podem surgir devido as cheias que se registam há três anos consecutivos na província, como a cólera, o sarampo e a meningite.
A vice-ministra, que se deslocou àquela cidade por ocasião do Dia Mundial da Malária, afirmou ser fundamental que as autoridades sanitárias criem medidas de combate ao paludismo, doenças diarreicas agudas, cólera e outras enfermidades oportunistas, que se registam com frequência na época chuvosa. Para tal, acrescentou, recomenda-se que as autoridades provinciais aumentem as suas acções, estimulem o envolvimento de outros sectores e trabalhem na base de um plano que permita a monitorização da eficácia das intervenções e identificação de necessidades suplementares.
Para a governante, apesar da diminuição da malária e dos sucessos alcançados e verificados na redução da mortalidade, ainda existe um longo caminho a percorrer para a eliminação da doença em todo o país. “Esta diminuição deve-se à implementação da estratégia introduzida, que inclui o diagnóstico com testes rápidos e o exame de gota espesse, tratamento com a nova terapia, distribuição de mosquiteiros e campanhas de luta anti-larvar, com o apoio da cooperação cubana”, realçou.
Evelize Frestas acrescentou que o Ministério da Saúde enfrenta a luta contra a malária através da execução de políticas de revitalização dos serviços de saúde a nível dos municípios, comunas e aldeias, com o propósito de levar mais perto das populações os serviços sanitários, e com base na implementação dos cuidados primários de saúde, com vista à redução da mortalidade materno-infantil, para o alcance das metas do Milénio.
A responsável considerou que as medidas de prevenção passam também pela distribuição de água potável e pelo saneamento básico, além da construção e utilização apropriada de latrinas, e da vacinação.
     
Casos de malária
   
O governador provincial do Cunene, António Didalelwa, afirmou, por seu turno, que os casos de malária a nível da província continuam a aumentar, devido às cheias que assolaram a região nos últimos três anos. Sublinhou que, em 2007, foram registados 64.030 casos, em 2008, 109.735 casos, e em 2009, 157.837 casos. Apesar disso, salientou que se verifica “o inverso em relação à taxa de mortalidade, ou seja, o percentual em relação o numero de óbitos, pois que nos anos em referência o número de óbitos desceu em um por cento em 2007, 0,6 em 2008, e 0,4 em 2009”. 
O município com maior número de casos é o de Ombadja, com 38.231, dos quais 155 resultaram em mortes.  O governador disse ainda que, para controlar a malária na província, já foram definidas algumas estratégias que passam pelo aumento de unidades sanitárias em todos os pontos da província, para aproximar os serviços de saúde à população.
Outros planos preconizados pelo governo são o abastecimento regular dos medicamentos, equipamentos e meios de diagnóstico nas unidades sanitárias, bem como a formação, contínua e inicial, do pessoal.  
     
Feira da saúde
 
Para assinalar o Dia Mundial da Malária foi organizada uma feira da saúde, promovida pela direcção provincial, com o objectivo de informar os cidadãos dos serviços prestados nos centros sanitários e sobre como prevenir as doenças consideradas perigosas, como a malária, a sida e muitas outras.    

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