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Aberto concurso para serviço público no Caminho-de-Ferro de Moçâmedes

Arão Martins | Lubango

Pelo menos 100 empresas do ramo de prestação de serviços das províncias de Luanda, Namibe, Huíla, Benguela, Huambo e Kuando-Kubango participam no concurso público para a terciarização dos serviços nas carruagens e nas estações de serviços do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.

Concorreram ainda empresas que vão instalar outras áreas sociais nas estações especiais ao longo da linha-férrea
Fotografia: Arão Martins | Lubango

Pelo menos 100 empresas do ramo de prestação de serviços das províncias de Luanda, Namibe, Huíla, Benguela, Huambo e Kuando-Kubango participam no concurso público para a terciarização dos serviços nas carruagens e nas estações de serviços do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.
Para se candidatar à terciarização de várias áreas propostas pela direcção do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, o concorrente deve estar conectado a várias instituições públicas, como o Banco Nacional de Angola e direcção do Comércio.
O coordenador da comissão de avaliação dos concursos públicos do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, Adriano da Silva, revelou que participam no concurso empresas para prestarem serviços de estiva (carga e descarga de mercadorias e passageiros), limpeza, refeitório nas carruagens, locomotivas e estações do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.
Adriano da Silva disse que a apresentação de propostas à direcção dos CFM durou 30 dias e concorreram ainda empresas que vão implantar outras áreas sociais nas estações especiais, de primeira, segunda e terceira classe, ao longo da linha-férrea que liga as províncias do Namibe e do Kuando-Kubango, passando pela Huíla.
Adriano da Silva acrescentou ser igualmente imperioso que o empresário ou a empresa concorrente tenha o alvará comercial actualizado e a componente fiscal regularizada com o Estado. O também administrador não executivo do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes mostrou-se satisfeito pelo número de empresas candidatas ao concurso, o que permite apurar empresas e empresários à altura de corresponder aos anseios daquela direcção.
“Vão ser terciarizadas áreas de limpeza, refeitório e restauração dos comboios e das estações especiais, de primeira, segunda e terceira classe das províncias do Namibe, Huíla e Kuando-Kubango”, indicou  Adriano da Silva. O presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, Daniel Quipaxe, afirmou que a empresa assume-se como entidade empresarial vocacionada para o transporte de passageiros, mercadorias e correios.
Daniel Quipaxe pediu às empresas concorrentes para confiarem na comissão de avaliação que vai efectuar um apuramento responsável e transparente para o bom funcionamento dos CFM. Com uma extensão de 907 quilómetros, o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes possuem três estações especiais nas cidades do Namibe, Lubango e Menongue. 
O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes têm também oito estações de primeira classe, duas na província do Namibe e outras no município de Quipungo, Matala, Dongo Novo, Entroncamento, Mukanka e Jamba, na Huíla. Têm ainda 12 estações de segunda e 35 de terceira classe, segundo o presidente do Conselho de  Administração .

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