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Aberto curso de mestrado em Sanidade

Victória Quintas | Huambo

A Faculdade de Medicina da Universidade José Eduardo dos Santos (UJES), com sede no Huambo, vai abrir ainda este ano um curso de mestrado na área de Sanidade Animal.

Novos mestres manifestaram disponibilidade para contribuírem para a geração de ideias que favoreçam o crescimento económico
Fotografia: Victória Quintas | Huambo

O reitor da universidade, Cristóvão Simões, sublinhou durante a cerimónia de entrega de certificados e diplomas a 136 novos mestres, entre os quais um grupo de 68formados nas áreas de Agronomia e Recursos Naturais e de Produção e Tecnologia Alimentar, que a UJES está a cumprir uma função importante da universidade, que é o da formação de quadros qualificados para o país.
Além desses recém-formados, quefrequentaram as unidades orgânicas da 5ª região académica, a Universidade lançou ainda no mercado mestres em Direito, Ciências Empresariais, Contabilidade, Fiscalidade e Finanças Empresariais.
O reitor explicou que os 136 mestres finalistas estão distribuídos pelos  cursos de Agronomia e Recursos Naturais (31), Produção e Tecnologia Alimentar (37), Direito (14), Ciências Empresariais (26) e Contabilidade, Fiscalidade e Finanças Empresariais,(28).
Numa mensagem, os novos mestres manifestaram disponibilidade para contribuírem para a geração de ideias que favoreçam o crescimento económico e a melhoria das condições de vida dos cidadãos dentro das instituições públicas, empresas, organizações da sociedade civil e outros sectores sociais desta região e do país em geral.
O vice-governador para o Sector Político e Social, Guilherme Tuluca, que presidiu à cerimónia entrega de certificados e diplomas,salientou aos mestres da Ciências Agrárias e Veterinárias que a região do planalto central tem o maior potencial agrícola nacional, ao ponto de já ter merecido o estatuto de estaleiro de Angola.
Tal estatuto foi conseguido pelo facto de esta região possuir clima, solo, pluviosidade e hidrografia que favorecem a agricultura de cereais, leguminosas, hortícolas, frutas, florestas, bastando que se use engenho, trabalho e saber.
“O que nos falta, então, para que o milho, feijão, fruta, leite e hortícolas que consumimos tenham ainda que ser importados, consumindo divisas que deviam ser aplicadas em outras áreas?”, interrogou o vice-governador. Guilherme Tuluca referiu que o país está muito avançado em termos de produção legislativa, possuindo uma Constituição que é das mais modernas do mundo quando se fala dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.Por isso, lançou dois grandes desafios aos mestres em Ciências Jurídico-Civis e Políticas para que contribuam para a educação cívico-legalda população e a universalização da administração da justiça. “A vós caberá encontrar as melhores formas científicas e realistas para que cada cidadão seja um ser consciente dos direitos e deveres que a Constituição e a lei lhe conferem e que esta consciência cívica seja a orientação da sua interacção na sociedade”, afirmou o vice-governador.
Já aos mestres das áreas empresariais o vice-governador disse caber-lhe o desafio de descobrirem caminhos para um empresariado forte que absorva a mão-de-obranacional e produza riqueza, referindo que “em nenhum país do mundo, o funcionalismo público tem a capacidade de absorver toda a mão-de-obra”.

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