Províncias

Administração quer desenvolver recursos existentes no município

Casimiro José | Sumbe

 
 O administrador municipal do Libolo, Luís Mariano Lopes Carneiro, afirmou ontem que o atraso que se verifica no desembolso de fundos, está a inviabilizar a execução de projectos sociais, no quadro das acções definidas pela administração para o ano económico de 2009.

 
 O administrador municipal do Libolo, Luís Mariano Lopes Carneiro, afirmou ontem que o atraso que se verifica no desembolso de fundos, está a inviabilizar a execução de projectos sociais, no quadro das acções definidas pela administração para o ano económico de 2009.
Luís Mariano, que falava em exclusivo ao Jornal de Angola, afirmou que dos 375 milhões de kwanzas previstos para a execução de projectos sociais e económicos, referentes ao ano de 2009, o seu executivo recebeu das estruturas centrais apenas 44 milhões, o que obrigou a administração a rever e priorizar as acções antes previstas, em função das necessidades mais elementares das populações.
 Luís Mariano acrescentou que, durante o ano económico de 2009, estão em curso alguns projectos como a informatização da administração municipal, a construção de uma escola com seis salas, a primeira fase da extensão da rede de iluminação pública, a ampliação da rede de distribuição de água potável e a conclusão de projectos do exercício económico do ano passado.
Constam, igualmente, das prioridades da administração,  a requalificação urbanística da vila, que lhe vai conferir outra imagem, e a atracção de investimentos que proporcionem o bem-estar das populações.
Luís Mariano assegurou que, apesar dos atrasos verificados no desembolso das verbas, o seu executivo tem razões para orgulhar-se pelas acções em curso e outras em fase de conclusão. Destacou, de entre as acções do ano de 2008, a preparação de 186 hectares de terras dos 400 previstos, a reparação de 122 quilómetros de estrada, que compreende quatro troços que ligam as localidades de Vila Flor a Hengue, Pingana a Quilumba, São Francisco a Kissongo e entre Kissongo e Kipumba.
Outras acções de realce apontadas pelo administrador Luís Mariano têm a ver com a conclusão da reabilitação da sede comunal de Kissongo, a construção de dez fontenários na sede, bairros periféricos e comunas de Kissongo e Munenga, a construção de 10 njangos, de duas escolas e um parque infantil na sede do município.
Defende a existência de sinergias entre o Estado e o sector privado para se encontrar soluções viáveis que minimizem os efeitos da crise mundial.

Investimentos do sector privado

Luís Mariano considerou incipiente o investimento do sector privado no município do Libolo, e acrescentou que as acções desenvolvidas por este sector correspondem a 30 milhões de dólares. 
O administrador do Libolo garantiu que o seu município apresenta condições favoráveis para investimentos no ramo agro-pecuário, industrial e outros que concorrem para a ampliação e dinamização dos investidores, como também para criar condições sociais  para a população.
Apontou o relançamento do café, o fomento da agricultura empresarial, a construção civil e a exploração de minérios como sendo as áreas mais promissoras da região.
Assinalou que a pouca agressividade do sector empresarial privado está a causar pouca oferta de emprego e, por isso, apelou no sentido dos investidores nacionais e estrangeiros elegerem o município do Libolo como local de destino dos seus projectos.

Tempo

Multimédia