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Adolescentes aprimoram conhecimentos

Jaquelino Figueiredo | Soyo

Alunos da escola do segundo ciclo do ensino secundário do Soyo, na província do Zaire, estão melhor preparados para prevenir casos de gravidezes precoces e indesejadas e de doenças sexualmente transmissíveis, após terem participado numa palestra sobre orientação sexual.

Jovens e adolescentes estão melhor preparados para evitar casos de gravidez precoce
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

Sob o tema “Adolescentes Informados, Promovendo a Qualidade de Vida”, a palestra foi realizada para alertar sobre a necessidade dos jovens e adolescentes contribuírem para travar as constantes gravidezes precoces ou indesejadas e as doenças sexualmente transmissíveis a nível do município do Soyo.
Cláudio Domingos, professor de Biologia, que orientou a palestra, considerou a actividade como de grande importância por ajudar na preparação, instrução e educação dos adolescentes nos aspectos positivos da vida sexual, fornecendo ferramentas para a prevenção de riscos inerentes a actos irresponsáveis.
O biólogo lamentou o facto de a nova vaga de adolescentes estar a imergir demasiado cedo no mundo da prática sexual, ignorando todas as consequências inerentes a esta vida, que pode levar o país a sérios problemas no futuro.
Por a educação para a sexualidade ser tão necessária, como também indispensável, defendeu que a mesma deve ser dada aos jovens, a partir de casa e em liberdade, de modo a permitir os adolescentes a escolherem os comportamentos mais responsáveis e evitar os riscos inerentes à irresponsabilidade. O professor Cláudio Domingos salientou que os pais e tutores devem abordar a sexualidade sem tabu com os filhos, no sentido de os orientar neste mundo inevitável e preveni-los das doenças de transmissão sexual e de gravidezes precoces.
O orador salientou ainda que a sexualidade pode ser vivida na íntegra numa relação afectiva a dois seres de sexos opostos de uma forma responsável, bastando que a mesma seja no momento certo da vida de qualquer ser humano e nunca antes.
“O sexo só deve ser praticado na hora certa e com a pessoa certa e nunca antes do tempo, para evitar os seus riscos antes apontados”, chamou a atenção dos adolescentes e jovens durante a palestra.
O licenciado em Biologia referiu que a educação sexual, como qualquer processo educativo, apresenta efeitos e resultados demorados, pelo que há a necessidade de se iniciar cedo a esclarecer os segredos sobre a vida sexual aos mais novos e dar continuidade na fase adulta, em vez de deixá-los à sua sorte.
“A família e a escola são consideradas instituições sociais adequadas para esclarecer sobre a sexualidade às crianças e adolescentes desde cedo, antes que pratiquem o acto sem nenhuma orientação devida e arrastar consigo as graves consequências disso”, concluiu.

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