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Adultos aprendem a ler e escrever

Armando Sapalo| Dundo

Mais de 20 mil adultos, na sua maioria mulheres, aprenderam a ler e escrever, durante a primeira fase do programa de alfabetização e aceleração escolar na Lunda-Norte, afirmou na segunda feira, no Dundo, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Luís Quitamba.

Muitos adultos, na sua maioria mulheres, estão a aprender a ler e a escrever
Fotografia: Kindala Manuel

Mais de 20 mil adultos, na sua maioria mulheres, aprenderam a ler e escrever, durante a primeira fase do programa de alfabetização e aceleração escolar na Lunda-Norte, afirmou na segunda feira, no Dundo, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Luís Quitamba.
Luís Quitamba disse que a actividade decorreu entre Janeiro a Junho deste ano e foi desenvolvida nas aldeias e povoações nas diferentes comunas e municípios da província.
Notou que, actualmente, regista-se um aumento considerável do número de pessoas, que manifestam interesse em aprender a ler e escrever.
Segundo Luís Quitamba, a primeira fase do processo de ensino e aprendizagem envolveu mais de 300 alfabetizadores, número insuficiente para a segunda fase do processo de alfabetização, que inicia este mês, em função da grande adesão de adultos ao programa, que se verifica sobretudo nas zonas rurais.
O responsável garantiu que, até ao final do presente ano, existe a previsão de alfabetizar mais de 30 mil pessoas, principalmente senhoras, que revelam maior índice de analfabetismo. O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia explicou que a falta de um orçamento específico e o facto do programa ser financiado apenas pelo ministério de tutela tem limitado a expansão do programa às áreas mais longínquas dos aglomerados urbanos.
Reconheceu o contributo ao programa de alfabetização e aceleração escolar, dado pelas organizações sociais do MPLA, nomeadamente a OMA e JMPLA, bem como da igreja católica.

Programa atinge zonas rurais

Esclareceu que o programa consiste em atingir os objectivos preconizados pelo executivo local, delineado para a redução gradual da taxa de analfabetismo na população activa.
Reconhece que a falta de meios de transporte, material didáctico e o estado degradante das vias de comunicação sãos os principais constrangimentos que afectam o normal andamento do processo de alfabetização e aceleração escolar.
Mário Sacapaia, alfabetizador no bairro Camaquenzo-1, enaltece a participação activa e a vontade de aprender a ler e escrever manifestada pelas senhoras: “Eu trabalho com mais de 40 senhoras e apenas quatro homens. Elas manifestam dedicação para superarem as diferentes etapas do sistema de aprendizagem”, afirmou.
Marta Diatoné, de 37 anos de idade, considera de extrema importância o programa de alfabetização e aceleração escolar, porque está a permitir àqueles que por várias razões não puderam estudar, recuperar o tempo perdido.
“Antes não sabia ler nem escrever, mas hoje não peço a ninguém para ler uma carta” disse. Explicou que quando está na lavra fica muito preocupada com o tempo, porque às 14 horas tem de ir às aulas.
Marta Diatoné realçou o empenho do executivo angolano na erradicação do analfabetismo, como forma de garantir um futuro melhor para todos os cidadãos.

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