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Aeroporto Albano Machado precisa de intervenção urgente

Justino Vitorino | Huambo

O director provincial do Huambo da Empresa Nacional de Exploração e Navegação Aérea (ENANA), Januário Silvestre Pena, alertou sobre a necessidade de uma intervenção urgente no Aeroporto Albano Machado, dado o seu estado de degradação.

O director provincial do Huambo da Empresa Nacional de Exploração e Navegação Aérea (ENANA), Januário Silvestre Pena, alertou sobre a necessidade de uma intervenção urgente no Aeroporto Albano Machado, dado o seu estado de degradação.

A degradação das infra-estruturas do aeródromo do Huambo afectou quase todas as áreas. É notável o mau estado em que está a pista, o sistema de iluminação, a acomodação de passageiros, a carência de quadros e sistema de navegação.
Fruto disso, o director provincial da ENANA considerou que o tempo útil da pista do aeroporto Albano Machado já está ultrapassado e que as intervenções até agora realizadas foram apenas paliativos, enquanto se aguarda pela execução de obras de grande vulto, no quadro do programa do Governo central.
Neste momento decorrem negociações, no sentido de se dar corpo ao projecto, tendo em conta que estas obras são de âmbito nacional e para a sua execução é necessário autorização superior.
A direcção-geral da ENANA está a trabalhar no projecto com os órgãos centrais, com vista ao desenvolvimento global do aeroporto do Huambo, disse Januário Pena.
A ENANA no Huambo continua a aguardar por “luz verde” para começar os trabalhos, mas, de acordo com o director, as obras que o Albano Machado precisa ultrapassam a capacidade da instituição, que se depara com dificuldades.
Januário Pena disse que as últimas obras de reabilitação feitas na pista do aeroporto do Huambo foram realizadas durante o Afrobasket’2007, altura em que a cidade do Huambo acolheu uma das fases, e foi necessário preparar a aterragem de aeronaves de médio porte. “Se calhar já estamos no dobro do tempo concebido para a duração da pista. O que temos feito são operações de tapa-buracos, desde a década de 1990, e criou-se uma irregularidade”, disse o director.
Januário disse que os aviões ao aterrarem encontram uma superfície com irregularidades e esta situação é ainda mais agravada com os problemas de drenagem natural, provocada pelo desmatamento dos eucaliptos que se encontravam à volta, o que aumenta os riscos.
O director provincial da ENANA afirmou ser preciso que se faça o mesmo tipo de intervenção das reabilitações levadas a efeito em muitos aeroportos do país, para que aviões de grande porte voltem a aterrar na cidade do Huambo.
“O sistema de iluminação da pista do Huambo, adoptado durante o conflito armado, na altura chamado de campanha, não está certificado, visto que os aeroportos, para operarem a qualquer altura, devem ser certificados”, realçou o director Januário Pena.

Novos aviões da TAAG

A TAAG tem evitado movimentar os aviões da sua nova frota para o aeroporto Albano Machado, por causa do mau estado da pista do aeroporto da província do Huambo. “Os aviões antigos da companhia TAAG são os que continuam a voar para aqui”, lamentou o Januário Pena, adiantando que existem dificuldades em termos de controlo aéreo e equipamento técnico. O director provincial revelou que para solucionar o problema da escassez de funcionários, a ENANA no Huambo abriu 30 vagas para recrutamento de pessoal através de concurso público.
O Aeroporto do Huambo foi construído em 1947 pela empresa portuguesa Mota e Companhia. A pista tem  dois quilómetros de comprimento e 25 metros de largura.

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