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Aeroporto Joaquim Kapango com fissuras

Delfina Victorino | Cuito

A estrutura do Aeroporto Joaquim Kapango, no Cuito, está debilitada, o que origina a penetração de água nesta época chuvosa e cria transtornos no trabalho dos funcionários e aos passageiros, disse ontem a directora local da Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENANA) e do aeródromo do Cuito.

A placa do Aeroporto Joaquim Kapango na cidade do Cuito suporta três aviões de grande porte sem estacionamento
Fotografia: Eduardo Pedro

Elsa Pataca Vieira lamentou o mau estado da estrutura, principalmente nesta época chuvosa, e referiu serem muitas as reclamações dos passageiros. “A estrutura do aeroporto Joaquim Kapango apresenta-se em mau estado há mais de oito anos, não obstante a retomada dos voos da Linhas Aéreas de Angola (TAAG) na região, com dois serviços semanais”.
As salas de embarque e desembarque são as mais afectadas e apresentam-se degradadas e com muitas fissuras na sua estrutura, incluindo a parte superior da torre, que neste momento não dispõe das melhores condições de funcionalidade, explicou Elsa Pataca Vieira.
A responsável disse que de acordo com os padrões recomendáveis uma aerogare necessita de salas de embarque, desembarque, áreas de serviços para bombeiros, agentes de Polícia, alfândegas, migração e fronteiras e Polícia Fiscal.
 “A Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENANA)está, igualmente, preocupada com a situação actual que a aerogare apresenta”, disse a directora do aeroporto do Cuito, e referiu haver falta de compatibilidade entre a pista e a placa, tendo em conta a pequena dimensão que a placa apresenta.
“Actualmente a placa do aeródromo do Cuito suporta três aeronaves de grande porte sem estacionamento”, disse.
A pista do aeroporto do Cuito tem 2.700 metros de cumprimento e 60 metros de largura, para a recepção de aeronaves do tipo Boeing 737-700, mas o comprimento permite receber aviões superiores.  Os serviços de segurança aeroportuária, sistema de comunicação interna, raio x, tapetes rolantes e placas informativas não existem  no aeródromo do Cuito, disse Elsa Pataca Vieira, que assegurou que com a reabilitação da aerogare vai haver a possibilidade de  agências de viagens operarem na cidade do Cuito e aumentarem o fluxo de passageiros que recorrem a estes serviços.
Elsa Pataca Vieira precisou que com a existência de dois voos semanais e o cancelamento constante de voos da companhia de bandeira, TAAG, a ENANA não consegue atingir os seus objectivos em termos de prestação de serviços.
A pouca frequência de aeronaves da TAAG tem criado transtornos nas actividades laborais dos funcionários desta instituição e da população  da província, explicou a responsável da ENANA no Bié.
 “A inexistência de serviços básicos, como restaurantes e lojas tem impedido que os passageiros adquiram bens de primeira necessidade no aeródromo do Cuito”.

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