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"Água para Todos" chega ao Alto-Fina

Manuel Fontoura| Ndalatando

Dondo e Alto-Fina, município de Cambambe, e as vilas do Golungo Alto e de Camabatela (Ambaca), vão dispor, brevemente, de novos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável, no âmbito do projecto "Água para Todos".

População vai deixar de recorrer a rios e cacimbas à procura de água para o consumo
Fotografia: JA

Dondo e Alto-Fina, município de Cambambe, e as vilas do Golungo Alto e de Camabatela (Ambaca), vão dispor, brevemente, de novos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável, no âmbito do projecto "Água para Todos".
A maqueta dos projectos, ainda em fase de estudos de viabilidade, foi apresentada, na sexta-feira, em Ndalatando, aos elementos do governo da província, às autoridades tradicionais e aos administradores dos municípios contemplados.
O encontro serviu também para a empresa executora do projecto colher mais opiniões que o possam beneficiar.
O vice-governador do Kwanza-Norte para área económica, Manuel da Silva, em representação do governador provincial, lembrou que o projecto se insere numa estratégia do Executivo.
O administrador do Golungo Alto, Cirilo Mateus, salientou que a situação no município é preocupante porque o sistema de captação de água, existente há mais de dois anos, foi feito, com tubagem de fibra e cimento, para dois mil habitantes.
O município, de18.393 habitantes, dispõe apenas de quatro chafarizes. Mais de 80 por cento da população da vila do Golungo Alto beneficia de água potável adquirida em camiões cisterna, insuficientes para a fornecerem a todos os habitantes. O administrador municipal de Ambaca, Rank Frank, disse que o que mais o preocupa é a vila de Camabatela não dispor de um sistema de abastecimento de água.
As comunas de Mauá e Bindo têm estações de tratamento instaladas no âmbito do programa "Água para Todos".
Segundo o administrador, as comunas do Luinga e do Tango "necessitam de atenção urgente devido à incidência de doenças de origem hídrica", como diarreicas agudas e sarnas. Mais de metade dos cerca de 73 mil habitantes de Ambaca, frisou, não consome água potável.
Além dos projectos de emergência e de desenvolvimento, disse, realizam-se algumas intervenções pontuais, distribuindo água às populações em camiões cisterna.
"Estamos a recuperar alguns trechos da conduta e a construir oito fontanários", afirmou.      

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