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Água para vítimas da seca em Porto Amboim

Manuel Tomás | Sumbe

Mais de 12 mil famílias do município de Porto Amboim, no Kwanza-Sul, vão ter acesso, em breve, a água destinada a consumo humano e para garantir o a­beberamento do gado bovino e caprino, anunciou na sexta-feira o chefe da repartição local da Agricultura.

José do Espírito Santo, que falava durante a visita de trabalho que o ministro da Agricultura, Pedro Canga, efectuou ao município para avaliar os efeitos da estiagem, garantiu que as autoridades provinciais estão a envidar esforços para ter infra-estruturas apropriadas para a retenção de água.
Na área do quilómetro 28, localidade com maior concentração da população, as represas, onde a comunidade retira a água para o consumo e higiene pessoal, também servem para o abeberamento do gado, explicou.
Adiantou que para acabar com esta situação, sugeriu que, em vez do gado se abastecer directamente nas barragens, se proceda à sua vedação e se opte por fazer bebedouros fora delas e, através de placas solares, accionar as electrobombas até eles.
Além disso, o responsável propôs que se criem chafarizes, através de sistemas de melhoramento de água, para que a qualidade desta seja aceitável, tanto para o consumo humano como animal.
Durante a estadia em Porto Amboim, Pedro Canga manteve um encontro com o governador de Kwanza-Sul, Eusébio de Brito Teixeira, visitou as localidades do KM-28, e as barragens do KM-40 e dos Quiteculos, esta última na aldeia da Cassuada.
O município de Porto Amboim é administrativamente constituída por duas comunas, sendo a sede e Capolo, com cerca de 118 mil pessoas, que se dedicam à agro-pecuária e pesca.
O director do gabinete de Segurança Alimentar do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, David Tunga, informou que o Executivo aprovou um programa de emergência, para garantir a distribuição de alimentos e a construção de infra-estruturas para o abastecimento de água potável.
O ministro, garantiu David Tunga, está a fazer uma avaliação preliminar sobre a assistência alimentar, desde o surgimento da estiagem que afecta as províncias do Kwanza-Sul, Benguela, Huíla, Cunene e Namibe.
Nas visitas efectuadas a diversas áreas de Porto Amboim, prosseguiu, notou-se a inexistência de barragens e represas, razão pela qual vão ser levadas a cabo algumas acções para as recuperar.
Com isso, vai ser garantido o armazenamento da água, desde que estas infra-estruturas tenham capacidade, no tempo chuvoso, para armazenar mais água e permitir reservas para a época seguinte, tanto para consumo humano, como para a produção agrícola.
Com estas medidas, as autoridades esperam minimizar em grande escala os efeitos da seca na região.

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