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Água potável para milhões de pessoas em todo o país

Arão Martins | Lubango

Mais de 350 mil pessoas passam a beneficiar de água potável, nos próximos tempos, no município do Lubango, no âmbito do Sistema Municipal de Abastecimento, anunciou ontem a responsável da área do ambiente da Direcção Nacional de Águas do Ministério da Energia e Águas.

População das comunidades rurais passa a usufruir de sistemas de captação e abastecimento de água potável próximos das suas residências
Fotografia: Arimateia Baptista | Huíla

Alexandrina Pires, que falava durante  a consulta pública, enquadrada na preparação do programa,  referiu que o projecto para a cidade do Lubango  prevê o aumento da rede de distribuição e da capacidade de armazenamento do produto tratado, o que facilita  o abastecimento de mais de 350 mil novos consumidores. “Vão ser efectuadas em breve algumas ligações domiciliárias já existentes, mas que são consideradas precárias, abrangendo cerca de 42 mil pessoas”.
 O projecto perspectiva  o aumento da capacidade nominal do sistema de produção de água tratada, instalação de método de telemetria, beneficiando a gestão, melhoria da tubagem de interligação do actual sistema de captação, o que permite uma optimização do sistema, explicou Alexandrina Pires.
Um total de 1.344.000  novas pessoas  nas cidades do Lubango, Namibe, Dundo, Ndalatando, Uíge, Malanje, Cuito, Huambo e Luena são abrangidas pelo consumo de água potável, nos próximos tempos, com a implementação da segunda fase do Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector das Águas (PDISA), co-financiado pelo Banco Mundial e pelo Governo angolano.
A responsável da área do ambiente da Direcção Nacional de Águas  informou que o referido projecto contempla a execução de mais de 1.220 quilómetros de rede e de 192 mil ligações.
Alexandrina Pires informou que a execução do projecto PDISA II é resultante da sequência do Projecto Um, que decorreu desde Fevereiro de 2010, envolvendo o apoio institucional, concepção e execução de sistemas de captação e abastecimento de água às cidades de Ndalatando, Malanje, Uíge, Huambo, Cuito, Luena e Lubango.
No âmbito deste projecto  foram executados 643 quilómetros de rede e 132 mil ligações domiciliares e o abastecimento de água a cerca de 924.000 pessoas, informou Alexandrina Pires, que explicou que no acordo de co-financiamento entre o Governo de Angola e o Banco Mundial, uma das premissas é o cumprimento das políticas operacionais de salvaguardas ambientais e sociais.
 
Objectivos da consulta pública


Representantes da sociedade civil e autoridades tradicionais participaram   na consulta pública sobre a implementação do Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector das Águas. Alexandrina Pires explicou que a consulta pública visa dar a conhecer o âmbito do projecto às comunidades e envolvê-las na sua execução. Identificar e prever os impactos ambientais e sociais do projecto (quer positivo, quer negativo), recolher e identificar medidas que evitem, minimizem ou até compensem os impactos negativos apontados, e valorização dos impactos positivos, constituem os pontos fortes da referida consulta pública, referiu Alexandrina Pires.
“Informar a comunidade sobre os mecanismos de ocorrências e reclamações  é um dos motivos da consulta pública, que está a ser realizada em todo o país”, concluiu Alexandrina Pires,  a responsável da área do ambiente da Direcção Nacional de Águas.

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