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Albinos denunciam discriminação e limitação aos concursos públicos

André Brandão | Ndalatando

O presidente da Associação Provincial do Cuanza-Norte de Apoio aos Albinos disse, em Ndalatando, haver na região discriminação e limitações dos associados no acesso aos concursos públicos.

Fotografia: Jaimagens

Em entrevista ao Jornal de Angola, António Mateus Sidónio explicou que no Cuanza-Norte a perseguição aos albinos é prática corrente e em muitos casos tudo começa na família, onde alguns chegam a ser acusados de feiticeiros. Revelou que os albinos continuam a enfrentar dificuldades de integração na sociedade, bem como a inserção nos serviços públicos. Acrescentou que um dos problemas que os afecta é o de saúde, designadamente consultas de dermatologia e oftalmologia, devido à necessidade de protecção da pele e olhos, pelo que sugere facilidades para consultas grátis nos hospitais.
António Sidónio lamenta a existência de poucos albinos a exercer cargos no Governo e instituições da província.
Em reacção, o chefe de departamento da Acção Social, Família Igualdade do Género, Severino Chivala, avançou que os programas da instituição visam atender grupos mais carenciados, podendo estar abrangidos albinos em situação precária. No Cuanza-Norte, a Associação de Albinos existe desde o passado dia 7 de Julho deste ano, e controla cerca de 110 membros, nos municípios de Cazengo e Lucala. Dados da ONU dão conta que centenas de pessoas com albinismo, na sua maioria crianças, já foram atacadas, mutiladas ou mortas em pelo menos 25 países africanos.

Causa do albinismo

O albinismo é uma anomalia pigmentar que torna a cor de pele, de pêlos e de olhos muita clara. Devido a factores genéticos (aos genes recessivos dos pais), no albinismo ocorre a ausência total de pigmentação na pele, sistema piloso e íris.
O albinismo não é considerado uma doença, mas podem surgir problemas na visão e haver mais risco de cancro da pele. O Dia Mundial de Consciencialização do Albinismo acontece anualmente a 13 de Junho, celebrado pela primeira vez em 2015, proclamado pela ONU, para divulgar informação sobre o albinismo e para evitar a discriminação, combatendo ao mesmo tempo a perseguição aos albinos.

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