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Ambulantes contam com novo mercado

Estanislau Costa | Quipungo

Mais de 300 vendedores ambulantes estão a ser transferidos da sede municipal do Quipungo para o novo mercado local, com 160 bancadas, construído por iniciativa do Governo Provincial da Huíla para conferir mais segurança e comodidade aos negociantes e clientes.

Venda de produtos agrícolas passa a ser feita com melhores condições higiénicas
Fotografia: Estanislau Costa | Quipungo

A administradora de Quipungo, Cândida Ukali, disse ontem, ao Jornal de Angola, que a construção do mercado faz parte do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, que já permitiu a criação de estruturas idênticas em localidades dos municípios da Chibia, Jamba, Lubango e Humpata.
 Com a construção do mercado, o governo provincial pretende facilitar o escoamento dos produtos agrícolas para os grandes centros de consumo da Huíla e arredores.
A construção de armazéns comunitários e de mercados, bem como a execução do Programa de Aquisição de Produtos Agro-pecuários (Papagro), além de contribuir para o aproveitamento de bens agrícolas e pecuários, serve de incentivo para os agricultores aumentarem as suas áreas de cultivo.
Na localidade do Quilómetro 40, arredores do Lubango, as autoridades criaram um centro para a aquisição de feijão, mandioca, batata rena e doce, e frutas, que já deram uma receita de 89 milhões de kwanzas aos agricultores.
Satisfeita, a vendedora Cristina Oliveira disse ao Jornal de Angola que a partir de agora está ultrapassado o perigo a que estavam sujeitas próximo da Estrada Nacional 250. “Os carros passam aqui com muita velocidade e já houve vários desaires”, referiu, elogiando a construção do novo mercado.
Cristina Oliveira referiu que com a colocação de bancadas,  implantação da área de conservação de produtos e sistema de saneamento básico, a comercialização no município de Quipungo é agora feita em melhores condições higiénicas.
Quem partilha da mesma opinião é o comerciante de gado bovino, caprino e suíno, Jamba Francisco, que valoriza a nova infra-estrutura de impacto social.  Ele apelou aos utilizadores do novo mercado  a comparticiparem na gestão do imóvel e contribuírem para as receitas do Estado.
Por sua vez, o governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, apelou aos vendedores a cuidarem do mercado e recordou que um significativo número de famílias na província dedica-se ao comércio de produtos agrícolas, mantendo um dinâmico elo de ligação entre o campo e a cidade.
“Isso motiva a execução de projectos que visam melhorar as condições da actividade agrícola nas comunidades”, acrescentou o governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge.

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