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Apenas quatro médicos aderem à greve na Huíla

Arão Martins | Lubango

Apenas, quatro médicos, do total de 70 que trabalham no Hospital Central do Lubango Dr. António Agostinho Neto,  aderiram à greve decretada pelo Sindicato dos Médicos Angolanos, informou ontem o director da instituição, Paulo Kassanga.

Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

Segundo Paulo Kassanga, o Hospital Central do Lubango funciona com 26 médicos nacionais, 20 russos, 21 cubanos  e três coreanos, nas especialidades de cirurgia geral, maxilo -facial, pediatria, ortopedia, nefrologia, neurologia, otorino, oftalmologia, dermatologia, neurocirurgia, medicina interna, entre outros.
“Apenas quatro médicos nacionais aderiram à greve, considerada ilegal pelo Ministério da Saúde. Os que se abstiveram à greve estão a revelar espírito de humanismo, pois, o aumento salarial de que é uma das causas da greve,  vai ser concretizado em Janeiro do próximo ano. Portanto, temos orientação para aplicar faltas aos grevistas”, informou, para adiantar o seguinte: “As autoridades competentes estão a tratar de melhorar as condições dos médicos, mas devemos ter em conta que é impossível atender às reivindicações de um dia para outro”.

Obras no hospital  
Paulo Kassanga disse, que a unidade hospitalar do Lubango está a beneficiar de  obras de reabilitação, que vão culminar com a instalação de equipamentos sofisticados, no bloco operatório e em outras áreas. Estão, ainda, em curso no estabelecimento, trabalhos de recuperação dos elevadores e a preparação do espaço para a montagem dos serviços de hemodiálise.
Temos de ter com urgência, o serviço de hemodiálise, porque os doentes, na província, com insuficiência renal são tratados em outras regiões, particularmente, em Benguela, Luanda e fora do país ”,  sublinhou.

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