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Artes femininas ocupam jovens

Marcelo Manuel| Ndalatando

Após quatro meses do arranque do curso de "Artes Femininas" ministrado pelos Centros de Formações e Pavilhões de Artes e Ofícios afectos ao Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), em Ndalatando, as instruendas mostram-se satisfeitas e expectantes quanto aos conhecimentos adquiridos e à entrada para o mercado de emprego.

Mulheres de todo o país têm apostado na formação profissional e muitas já ocupam funções de relevo
Fotografia: Rogério Tuti

Após quatro meses do arranque do curso de "Artes Femininas" ministrado pelos Centros de Formações e Pavilhões de Artes e Ofícios afectos ao Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), em Ndalatando, as instruendas mostram-se satisfeitas e expectantes quanto aos conhecimentos adquiridos e à entrada para o mercado de emprego.
 De acordo com declarações prestadas em exclusivo à TPA, o chefe de secção para área do emprego do INEFOP, no Kwanza-Norte, Vitorino Malamba, apesar do curso estar a ser ministrado pela primeira vez, foi dos mais concorridos na fase inicial, tendo contado com 50 candidatas inscritas para o preenchimento de 20 vagas.
 Serafina Ferreira frisou que, durante os primeiros quatro meses do curso, já aprendeu técnicas que lhe possibilitam decorar mesas, espaços para cerimónias e festas, e outros que têm a ver com o quotidiano da mulher, situação que, em seu entender, está a ser facilitada pela aptidão e prontidão do corpo docente.
 Marcela João disse que se dedica com afinco ao curso para adquirir conhecimentos suficientes que a tornem uma profissional qualificada, para que futuramente possa montar o seu próprio negócio e sustentar com dignidade a família que pretende constituir.
 
Formações profissionais
 
Segundo Vitorino Malamba, a província do Kwanza-Norte conta actualmente com nove estruturas de formação profissional pertencentes ao INEFOP, das quais três de carácter itinerante, nos municípios de Ambaca, Cazengo, Cambambe, Samba-Cajú, Quiculungo e Golungo-Alto. Os mesmos albergam 812 formandos, 149 dos quais inseridos nos cursos de Alvenaria, Agricultura, Alfabetização, Canalização, Carpintaria, Corte e Costura, Decoração, Electricidade, Electrónica, Informática, Mecânica Auto, Refrigeração e Serralharia.
 No presente ano, os cursos passaram a ter a duração de nove meses, ao contrário dos três e seis estipulados anteriormente, com excepção para o de Informática que continua com três. A medida foi adoptada a nível nacional e pretende melhorar a aquisição de conhecimentos dos alunos, incluindo aulas teóricas e práticas.
 “O país está actualmente numa fase que considero ser de desenvolvimento, e, para que os alunos assimilem perfeitamente os conhecimentos recebidos, achámos por bem dar mais tempo aos períodos de formação, com excepção para a informática”, explicou o responsável.
 A par das artes femininas, as outras especialidades mais procuradas, também por técnicos médios e licenciados que pretendem conciliar a formação académica com a profissional com vista a diversificação do saber, são as de electricidade, alvenaria, canalização, serralharia e informática. 
Vitorino Malamba adiantou que os centros se deparam com falta de material gastável, como madeira, cola e vernizes, usados no curso de carpintaria., uma vez que a sua aquisição não é possível no mercado local.  “Estou preocupado com a situação de alguns jovens que procuram os centros só quando têm emprego em perspectivas”, acrescentou. Na sua opinião, as empresas de construção civil e outras que trabalham para a reconstrução da província são as que mais absorvem a mão-de-obra qualificada saída das estruturas em referência, apontando-as como parceiros do governo na redução do desemprego e da pobreza.

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