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Artigos de primeira necessidade disparam no mercado tradicional

João Upale|

O preço dos produtos de primeira necessidade está a aumentar progressivamente, na cidade do Namibe, conforme se vai aproximando o dia de Natal.

O preço dos produtos de primeira necessidade está a aumentar progressivamente, na cidade do Namibe, conforme se vai aproximando o dia de Natal.
Numa ronda efectuada por algumas lojas da cidade, o Jornal de Angola constatou que o valor dos principais produtos varia em função do preço dos mesmos nos agentes comerciais.
No mercado 5 de Abril, no bairro com o mesmo nome, um saco de fuba de milho de 50 quilos, que custava 3.200 kwanzas, está agora a 4.400 kwanzas, e o de arroz com igual tara está ser vendido a 4.200 kwanzas, encontrando-se antes a quatro mil.
O feijão está, nesta altura, “a custar os olhos da cara” devido à escassez, sendo que a procura é grande devido ao seu valor nutritivo: um saco de 50 quilos, que antes custava seis mil, custa agora 7.500 kwanzas. Uma caixa de óleo alimentar está a 2.300 o litro. Os bens industriais têm pouca saída. Os preços estão um pouco mais elevados em relação aos dos alimentos.
Na nova Rede Comercial do Programa de Redistribuição do Sistema de Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais à População (PRESILD) – o supermercado no Namibe – os valores contrastam com os do mercado por serem mais baixos, graças a uma campanha de promoção. Um cabaz composto está a 9. 999 kwanzas (no fundo, dez mil) e o simples a 7.350. Esta semana, no supermercado, um quilo de bacalhau custa 1.800 kwanzas, a gasosa 52 e o sumo Nutry 179. Bebidas, como o vinho tinto Catujal, 1.450 kwanzas, vinho Lagosta 749, whisky Grants 1.350.
Elsa Manuela Chiponde é vendedora do mercado 5 de Abril. Para ela, este é o momento ideal para facturar a sério, justificando-se na forte procura dos produtos básicos. Por isso, sobe ligeiramente os preços fora do que é costume, para conseguir obter um lucro que cubra as compras que efectuou nos armazéns e conseguir, igualmente, fazer poupança, “ já que o mês de Janeiro é de muita fome.”
Maria Ngueve prefere efectuar as suas compras no supermercado por considerar que os produtos são mais bem conservados e de maior qualidade. Márcia Ngonga, em contrapartida, prefere o mercado informal porque, do seu ponto de vista, existe a possibilidade de se discutir o preço.

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