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Associação Industrial Angolana

Casimiro José | Sumbe

O presidente da Associação Industrial Angolana defendeu, na semana passada, no município da Quibala, a necessidade de o Governo e o sector privado desenvolverem projectos para a implantação, no meio rural, de indústrias transformadoras.

O presidente da Associação Industrial Angolana defendeu, na semana passada, no município da Quibala, a necessidade de o Governo e o sector privado desenvolverem projectos para a implantação, no meio rural, de indústrias transformadoras.
José Severino, que falava à margem da cerimónia de colocação da primeira pedra do projecto “Terra do Futuro”, afirmou que o “desenvolvimento da economia, em qualquer país, passa pela combinação de acções dos diversos sectores, criando uma cadeia que permita a absorção dos produtos e a sua transformação”.
O presidente da AIA lamentou que a falta de escoamento do campo para os mercados de consumo seja responsável pela deterioração dos produtos, provocando prejuízos à economia nacional.
“É bastante desolador por parte dos produtores, quando, depois de gastarem somas avultadas na compra de fertilizantes e pesticidas, vêem os produtos deteriorarem-se, por falta de meios de escoamento e de mercados”, disse, salientando a necessidade de a economia nacional “funcionar como uma orquestra”, onde cada sector deve ter um papel a desempenhar.
José Severino louvou a iniciativa do Governo de criar o programa do comércio rural, mas referiu que para o êxito do projecto “devem ser aproveitadas as sinergias existentes no sector produtivo”, cabendo ao Governo “regular os instrumentos de comercialização”.
 “Têm de haver medidas concertadas, onde os sectores da agricultura, comércio e indústria saibam articular as modalidades que beneficiem os camponeses e os empresários ligados ao ramo agro-industrial e da pecuária”, concluiu.

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