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Aumenta o número de casos de sarampo

Weza Pascoal | Menongue

O Hospital Pediátrico de Menongue (Kuando-Kubango)  registou, de Janeiro a Setembro deste ano, 564 casos de sarampo, sete dos quais resultaram em morte, revelou, ao Jornal de Angola, a sua administradora.

Crianças com menos de cinco anos são as mais afectadas pela doença que já causou muitas mortes durante o primeiro semestre deste ano
Fotografia: Weza Pascoal

Rosa Tchissingue disse que actualmente estão internadas na pediatria 37 crianças menores de cinco anos e que a causa do surto de sarampo é a falta de colaboração das mães nas campanhas de vacinação. 
Em relação a igual período do ano passado, houve um aumento significativo de casos, uma vez que foram registados 131 casos, com a morte de sete crianças.
As patologias mais frequentes que dão entrada no Hospital Pediátrico são o sarampo, malária, má nutrição, doenças respiratórias e diarreicas agudas.
Com capacidade para 105 camas, a unidade funciona com quatro médicos e 66 enfermeiros e atende diariamente uma média de 350 crianças, das quais, entre 16 a 20 ficam internadas. O hospital dispõe de áreas de estomatologia, raio x, banco de urgência, farmácia interna e externa, laboratório, hemoterapia, cirurgia, neonatologia, nutrição e dois consultórios.
A administradora lamentou a fraca capacidade de internamento do hospital e sublinhou que alguns pacientes chegam a ser acomodados nos corredores e em tendas, tal como há falta de enfermeiros para atender o elevado número de pacientes que chegam diariamente à unidade sanitária.

Malária


Pelo menos 69 pessoas morreram de malária, entre Abril e Agosto deste ano, dos 4.585 casos que deram entrada no Hospital Provincial do Kuando-Kubango, soube o Jornal de Angola através do director Jacinto Guedes.  Neste período, foram registados 1.085 casos de febre tifóide, 354 de insuficiência renal e 290 de infecção urinária que, mesmo não tendo provocado mortes, ainda constituem uma preocupação para as autoridades sanitárias, devido ao aumento de pacientes. O hospital tem falta de equipamentos diversos para atender as centenas de doentes que diariamente afluem aos serviços de cirurgia, medicina, laboratório, raio-x e banco de urgência, recorrendo às unidades das cidades do Lubango e Huambo para os casos mais graves.
Actualmente, o hospital, que conta com 16 médicos e 178 enfermeiros, e está a ser reabilitado, o que reduziu, de 150 para 84, a sua capacidade de internamento.

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