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Aumenta potencial energético de Maquela do Zombo

Joaquim Júnior | Uíge

O município de Maquela do Zombo, no Uíge, além de possuir solos férteis e ricos em mineiros, dispõe de capacidade energética suficiente para sustentar unidades fabris, disse ontem o administrador municipal.

Maquela do Zombo precisa de fábricas para a capacidade energética ser bem aproveitada
Fotografia: Eunice Suzana

Benji Moco Henriques informou que o município beneficia de uma linha energética de alta potência proveniente da barragem de Capanda, em Malanje. A estação de Maquela do Zombo tem capacidade para transformar 32 megawatts, mas as habitações e instituições públicas e estabelecimentos privados consomem apenas 1.8 megawatts, através dos 267 postos de transformação colocados na vila municipal.
“É mais um argumento que nos leva a convidar os potenciais investidores e empreendedores nacionais e estrangeiros, no sentido de aproveitarem as potencialidades que o município coloca à disposição. Portanto, além dos espaços aráveis e dos recursos minerais que possuímos, temos também muita energia que aguarda por investimentos de vulto”, disse Benji Moco Henriques.
A estação eléctrica de Maquela do Zombo tem ainda disponíveis duas linhas de 60 megawatts cada, que alimentam o projecto de mineração de Mavoyo, que se encontra em fase de prospecção.
A abertura do posto fronteiriço de Quimbata, prevista para o próximo ano,  vai desenvolver as trocas comerciais entre Angola e a República Democrática do Congo e é apontada pelo administrador municipal de Maquela do Zombo como outro gigante económico, que pode despertar o interesse dos investidores.
“O movimento de camiões que procuram entrar na vizinha República Democrática do Congo, carregados de mercadorias diversas, vindos de diferentes pontos do nosso país, cresce cada dia”. O movimento actual, segundo o administrador municipal, já resulta no aumento da arrecadação de receitas fiscais, que passaram de 500 mil kwanzas para cinco milhões de Kwanzas por mês.  “O Estado traçou as metas e por isso está a criar as condições com vista a melhorar a vida da população. Compete agora aos empreendedores aproveitarem as oportunidades postas à sua disposição, para gerarem riquezas”.
Falando num colóquio promovido pelo Movimento Nacional Espontâneo, no âmbito dos 40 anos da Independência Nacional, o administrador de Maquela do Zombo, Benji Henriques, sublinhou que no município são visíveis os ganhos da Paz efectiva, alcançada em 2002.
“Maquela do Zombo tem 131 infra-estruturas escolares que asseguram o ensino  das crianças e jovens da região. No presente ano lectivo foi possível matricular 26.767 alunos no ensino primário, no I ciclo e no II ciclo do ensino secundário. Mais de 400 professores trabalham na localidade”.
O município dispõe de 22 postos de saúde distribuídos pelas comunas e aldeias e um hospital na sede provincial. “A maior unidade hospitalar do município   começou a ser construída para facilitar a integração de mais serviços que correspondam às necessidades sanitárias das populações”.
Sobre o abastecimento de água, o administrador municipal explicou que o município possui 11 pequenos sistemas que permitem a distribuição às populações das distintas localidades que compõem Maquela do Zombo. Benji Henriques destacou a construção de um sistema de abastecimento de água no rio Luidi, com capacidade para produzir 400 mil metros cúbicos de água potável por dia. A rede de distribuição tem 500 ramificações para  ligações domiciliárias.
A administração municipal  reassentou, de  2010 até hoje, 440 famílias regressadas da República Democrática do Congo.

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