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Aumentam casos de violência contra crianças em Menongue

Manuel Pascoal| Cuito Cuanavale

O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou, este ano, na província do Kuando-Kubango, 61 casos de violência contra menores, anunciou, no fim-de-semana, no município do Cuito Cuanavale, a directora da instituição.

Directora provincial do Instituto da Criança
Fotografia: Nicolau Vasco| Menongue

O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou, este ano, na província do Kuando-Kubango, 61 casos de violência contra menores, anunciou, no fim-de-semana, no município do Cuito Cuanavale, a directora da instituição.
 Aida Rosalina Pedro disse que dos casos registados, 36 são de fuga à paternidade, dez de falta de assistência social, seis violações sexuais, quatro de conflitos com a lei e três de ofensas corporais.
 A directora do INAC mencionou a falta de responsabilidade de alguns pais como uma das causas do aumento de casos de fuga à paternidade.
 A administradora adjunta do município do Cuito Cuanavale, Lúcia Mutango, defendeu a necessidade de maior divulgação dos direitos das crianças no seio das comunidades, salientando que cada um, como membro da sociedade, tem de contribuir e garantir o bem-estar das crianças.
 O governo local, através da Direcção da Assistência e Reinserção Social e os seus parceiros sociais, garantiu, está a trabalhar na implementação de Centros Infantis Comunitários (CIC) e Centro Educativo Comunitários (CEC), de modo a dar resposta aos 11 compromissos e às várias preocupações que afligem as crianças.
 Lúcia Mutango declarou que o governo, as autoridades tradicionais, entidades religiosas e a sociedade civil devem trabalhar mais na educação para o combate à exploração, ao trabalho infantil e abuso sexual.
Além disso, referiu, as comunidades devem ser incentivadas a denunciarem casos de aliciamento de menores, para a prática de consumo de álcool e de envolvimento sexual.  
 O director provincial da Juventude e Desportos, Manuel Franessa, em representação do governador provincial, Eusébio de Brito Teixeira, advogou a necessidade de se unirem esforços em prol do desenvolvimento das crianças.  O combate à violência contra as crianças, disse, deve ser promovido com projectos concretos no domínio da educação, ocupação dos tempos livres e de incentivo à prática de actividades socialmente úteis, como desporto.

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